sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ghouls n' Ghosts

Tenho estado há muito tempo a querer fazer um cover de uma música em particular. Quis aproveitar o meu vigésimo segundo aniversário, apesar de estar neste momento a escrever este post às quatro da manhã, só para ver como esta música pôs-me ocupado o dia todo, já para não falar do meu aniversário.
Enfim, trata-se de um cover da música do segundo nível do jogo Ghouls n' Ghosts da Capcom, originalmente lançado para as máquinas de jogos de salão em 1988 e mais tarde para os computadores no ano seguinte. Baseia-se na versão do compositor britânico Tim Follin, notável pelos seus chiptunes (músicas compostas por sons de computador simples) viciantes de ouvir. Existem duas versões da sua música para duas marcas de computadores diferentes: o Commodore 64 e o Commodore Amiga, e Follin utilizou todo o potencial das máquinas para criar versões distintas.
 

A minha composição é basicamente uma mistura das duas versões, com instrumentos mais reconhecíveis para o ouvido humano. Utilizei o LMMS para organizar os instrumentos e o Adobe Audition para a mistura de som e alguns efeitos. Todos os instrumentos foram produzidos pela DSKmusic. Espero que gostem do som.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Oh, como eu gosto ser um tipo simples

Eu cresci a não gostar de usar um blog para escrever comentários e/ou opiniões, coisa que é normal acontecer em blogs, nomeadamente nos políticos. Quanto a esse tema também admito ser um autêntico puritano, apesar de ter sido exposto a programas de televisão inspirados na política desde miúdo, como o Contra-Informação, só que apenas ligava às paródias dos bonecos em vez da própria política. Este é um caso especial porque hoje o nosso belo presidente Aníbal Cavaco Silva, com o seu toque divino de faraó (e de múmia, também), indigita António Costa para primeiro-ministro, passadas duas semanas desde o dia em que o governo de Pedro Passos Coelho caiu na assembleia.
A minha opinião em relação a esta notícia? Bom para o Costa e o seu partido. A minha reacção em relação à reacção de toda a gente? Histérica. Comentários superficiais por aqui e por ali a insultar tanto o Costa e como o Cavaco. E o que é que estavam à espera? Do ponto de vista de Cavaco era de esperar que convocasse o governo de Costa porque se optasse por outro governo de gestão a sua reputação atingiria um novo recorde, podendo até ultrapassar o de Dilma Rousseff, e considerando que existe neste país gente louca o suficiente para cometer um "Cavaquicídio", roubando a frase dos do Eixo do Mal (porque direitos de autor não existem neste mundo), esta escolha foi de facto egoísta da parte do Presidente da República, tal como foi egoísta da parte de Costa. Até o Passos Coelho defendeu a indigitação de Costa porque dentro da sua cabeça ele faz figas para que o novo governo faça porcaria e que haja novas eleições. Até parece que quem critica esta história toda é um santo que adora oferecer presentes a toda a gente, como um São Nicolau verdadeiro. Temos de facto santos por todo o mundo: os do BES, o Daesh, os produtores de Hollywood, as Kardashians, todos eles são santos, só que apenas no seus pequenos mundos. Toda a gente é egoísta, sem excepção, ponto final.
As pessoas, não só são egoístas como também são sádicas, como adoram fazer troça dos seus inimigos. Eu, como não tenho inimigos, gosto de fazer troça de ambos os lados do espectro ao fazer montagens à la Inimigo Público.
Montagem feita em Novembro de 2014, altura em que Pires de Lima deitou a casa abaixo com o seu humor inspirado em Larry David.

 Esta foi feita logo no dia 10 de Novembro, assim que soube que o governo de Passos caiu. Demorei três horas a fazer este aqui porque o Photoshop bloqueava-se facilmente no meu computador anterior. Gostei da forma como a fotografia genérica de uma rosa ficou nas luvas de Bruce Wayne.

Este aqui foi feito hoje à tarde, mais uma vez logo quando foi lançada a notícia, no entanto foi mais inspirado nos eventos de ontem quando Cavaco deu a Costa os Dez Manda- quero dizer, as Seis Exigências.

Dá para ver como as minhas capacidades no Photoshop evoluiram no espaço de um ano. Talvez devesse enviar uma carta às Produções Fictícias para ver se precisam de um novo homem de montagens.
Enfim, As pessoas adoram fazer alarido porque são demasiado conservadores para o seu próprio bem, e é assim como o mundo continua a ter problemas a nível político, religioso e social. Eu fico no meu lugar a observar a miséria causada pelos outros.
Eu até cresci a gostar da política com a idade, apesar destas críticas. Sim, o Passos é um sonso e o Portas um mafarrico, o Costa é um traquinas e a Catarina Martins fala um pouco demais, mas nem tudo é balelas para mim; fui a uma Festa do Avante e gostei do ambiente, fico com pena do Manuel Alegre ter perdido as eleições presidenciais de 2005 porque no PS toda a gente adora apunhalar as costas dos outros, e o mesmo pode vir a acontecer este ano, por muito que eu goste de gozar com o Cavaco achei que foi injustamente criticado a sua ida às Selvagens e quem diz que o presidente foi lá para passar férias considera-se Besta Honorária da Opinião Insolente (ou B.H.O.I), eu voto no Pacheco Pereira de imediato se alguma vez anunciar que vai participar numa corrida ao Palácio de Belém...
As coisas aqui em casa são diversas em termos de política; a minha mãe apoia o PS desde sempre, o meu pai despreza o PS mas prefere ter um governo do Costa a ter mais quatro anos de coelhos a tirarem cartolas e o meu avô venera Álvaro Cunhal como Deus. O meu pai, que foi quem mais me influenciou a gostar de política, não tem partido preferido e em todas as eleições vota no partido que pretende votar, o que acaba de ser a minha via para todas as eleições futuras. Se os meus pais ficam felizes com Costa como primeiro-ministro, isso deixa-me feliz e não tenho razão de me desculpar por não gostar disto ou aquilo. Ser simples é bom.
Vá, agora podem passar o resto do dia a olhar para fotografias de gatinhos ou do Bruno de Carvalho de tanga a mostrar os seus bíceps à frente da câmara.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pirates, Vikings and Knights II: Não Há Tempo a Perder


Ferhod, artista que faz animações com o Source Filmmaker como hobby, ganhou o prémio Best Overall (O Melhor em Geral) dos Saxxy Awards de 2014, o concurso anual organizado pela Valve Software em que membros da comunidade Steam utilizam a ferramenta de animação para participar no concurso. Este ano Ferhod volta a participar com um vídeo especial: um trailer oficial do mod Pirates, Vikings and Knights II, autorizado pela equipa deste.
Apesar de não ter feito nada no vídeo, ajudei Ferhod no video em diversas decisões, tais como o estilo de animação, a escolha musical e até mesmo o subtítulo. Quando começou a trabalhar no vídeo em Janeiro, Ferhod não conseguia trabalhar com os bonecos do mod por terem esqueletos difíceis de animar. Sugeri um estilo "congelado no tempo", que é utilizado em trailers de jogos, nomeadamente no vídeo "Believe" do jogo Halo 3; o vídeo, com o seu enorme sucesso publicitário, acabou por ser parodiado em diversos jogos, incluindo agora o Pirates, Vikings and Knights II. A Pêga Ladra de Rossini foi a minha sugestão para a música do trailer, por fazer-me lembrar o trailer do filme Aventuras em Terras de Rei Bruno, o Discutível, de Terry Gilliam, que recorre a essa obra em particular para criar cacofonia na apresentação do filme. Enquanto muitos associam esta música ao filme Laranja Mecânica de Stanlet Kubrick, não deixa de funcionar lindamente com o estilo "congelado no tempo".
Para acabar, o título; feito à última da hora, pois Ferhod estava com algo chamado de "bloqueio de escritor". a frase "No Time to Waste" acabou por ser a sua escolha por ser simples e fácil de contextualizar.
No fim, foram meses árduos para Ferhod, que conseguiu publicar o vídeo a tampo para os Saxxy Awards deste ano, como também para a actualização mais recente do Pirates, Vikings and Knights II, versão Beta 3.3. Só não fico com o título de co-realizador, porque ter o meu nome nas menções honrosas é o suficiente para me deixar contente.
Desejam boa sorte a este fantástico animador.

sábado, 7 de novembro de 2015

O Filho de Tsuburaya


Enquanto trabalho no meu projecto mais ambicioso até à data, gosto de descontrair e de brincar com os seus adereços, nomeadamente um figurante a quem eu dei o nome de Kutsu, inspirado em monstros kaiju dos filmes japoneses, como o Godzilla.
Que, por algum motivo canta músicas dos Aphrodite's Child...
Sendo assim, isto é apenas uma prova de que eu estou vivo e a trabalhar arduamente neste grande projecto.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

ModDB: Crachá para o Mod do Ano

ModDB é o website Nº 1 dedicado a mods, ou seja, modificações de jogos de computador feitos pelos jogadores. Com uma comunidade a crescer e vários mods criados e partilhados via este website, a equipa responsável, com um estúdio estabelecido na Austrália, lança anualmente o concurso Mod do Ano ModDB (ModDB Mod of the Year), onde a comunidade vota em diversas categorias.
Antes do concurso começar, a equipa do ModDB lança um concurso de 30 dias para os membros da comunidade criarem um design para o crachá do Mod do Ano, respeitando regras como o uso de uma chave de fendas (o símbolo do site), tons de vermelho e ler o texto "ModDB Mod of the Year 2015" de uma forma nítida.
A minha ideia inicial era criar um troféu em 3D com uma mão a segurar na chave, mas a mão tinha um aspecto demasiado orgânico por isso, em vez de criar o crachá de raiz em modelagem 3D, abri o Illustrator e fiz a base do crachá. Exportei o projecto como um vector e abri-o no Blender para acrescentar o volume. Infelizmente a minha ideia do "pensar fora da caixa" não se converteu bem na prática; aquelas pequenas placas à volta da mão (que se assemelha ao símbolo do Partido Socialista, por acaso) tinham como objectivo reforçar essa ideia.
Apesar das desilusões o crachá ficou com excelente aspecto depois de aplicar materiais que imitam metais. O resultado em 360º ficou fenomenal, na minha opinião.

No passado dia 10 a competição acabou e foram revelados todos os concorrentes do concurso, excluindo o vencedor do concurso, que será revelado em Dezembro. Mesmo que eu não tenha ficado com o primeiro lugar, fico satisfeito por ver mais um trabalho meu exibido na Internet, mesmo se a versão de 360º não tenha sido usada. Podem ver o meu trabalho aqui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Portefólio actualizado (duas vezes)

Mais uma nova actualização do meu portefólio, aliás, duas actualizações, uma delas feita exactamente há dois meses atrás. Nessa altura a página foi silenciosamente actualizada com o objectivo de remover imagens das galerias e substitui-las com conteúdo novo. A actualização foi rápida com o objectivo de enviar o portefólio a certas empresas antes de ir de férias.
Enfim, mais uma nova actualização foi feita, e desta vez inclui uma nova página: Pegadas Progressivas. Com o meu currículo a expandir-se depressa, decidi arranjar uma página dedicada a uma rubrica que antes estava no fim da página sobre a minha pessoa. O que está presente na lista não é muito, mas é um começo.

Podem ver a nova versão do portefólio aqui.

domingo, 27 de setembro de 2015

Garça Macaca e Phant

Neste último mês quase dois tenho estado ocupado com coisas; coisas que prefiro não revelar a muita gente senão lá se vai a surpresa. No entanto posso mostrar vídeos de teste relacionados com esse grande projecto meu.
Semelhante a Cacti, estes dois vídeos consistem em experiências relacionadas a adereços, personagens e cenários de um projecto musical. Como é óbvio, acrescento música variada para completar o vazio e dar mais ambiente. Acrescento Island, do compositor Phillip Glass, e Stuffed Tomato, do grego Vangelis, respectivamente.


domingo, 2 de agosto de 2015

Mosaico após mosaico

No passado mês de Maio, a equipa do mod Pirates, Vikings and Knights II planeou um concurso com o objectivo de criar novas texturas - imagens concebidas para a pintura de modelos, níveis e outros conteúdos de um jogo - para um mapa existente. O mapa em questão é Forgotten, cuja informação pode ser lida nesta página do wiki oficial, escrita por mim. Estive grande parte do mês a trabalhar arduamente neste projecto, mas tive que desistir à última da hora pois estava a sofrer um esgotamento e também porque o meu trabalho estava longe de atingir a qualidade proposta para a versão final.
Três meses mais tarde e lembrei-me que tinha estas imagens guardadas e prontas para serem usadas no meu blog e no meu portefólio.


Manchas de sangue (sobrepostas em superfícies, tais como paredes)



Humidade de parede (na minha opinião muito mal feito)




Vectores-protótipo do chão de ladrilho e dos mosaicos.



Chão de ladrilho


Mosaico (referência fotográfica)

 Mosaico pouco degradado (versões estilizada e realista)
   

Mosaico muito degradado (versões realista e estilizada)
 

Mosaico coberto de musgo (versões realista e estilizada)


E para acabar, um exemplo de um dos mosaicos a fazer a sua função.



Felizmente a Basílica de São Pedro não tem este tipo de planta, senão seria um enorme desrespeito para o primeiro papa. (percebem a piada?)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Cacti.wmv

Jamais haverá momento tão alegre e descontraído do que ser um cacto sorridente.

A música usada no vídeo é um excerto de uma versão instrumental das canções Uncle Albert e Admiral Halsey de Paul McCartney, arranjada pelo próprio sob o pseudónimo Percy "Thrills" Thrillington.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

United Artists: recriando um logótipo histórico

Quase toda a gente que vai ao cinema deve ter um logótipo preferido; uns gostam do escudo da Warner Bros., outros gostam do leão da Metro-Goldwyn-Mayer, outros gostam da palavra Universal a girar à volta do globo como um satélite. Todos esses logótipos estão longe de atingirem o aspecto fenomenal se compararmo-los com o da United Artists, mais precisamente a versão de 1982, a versão que ficou cravada na minha memória desde muito, muito novo.



A United Artists, que traduz-se literalmente para Artistas Unidos, foi fundada em 1919 por um punhado de grandes nomes da indústria do cinema como Douglas Fairbanks e Charlie Chaplin; durante vários anos distribuíram imensos filmes marcantes, tais como filmes de Chaplin como Tempos Modernos e O Grande Ditador, a saga de James Bond que continua até aos dias de hoje, a série de filmes d'A Pantera Cor-de-rosa de Blake Edwards, Rocky, e também alguns dos meus filmes preferidos como O Submarino Amarelo, produzido pelo estúdio dos Beatles a Apple Films, e Aguenta-te, Canalha!, um filme de Sérgio Leone considerado por muitos fãs de westerns pouco valorizado. Actualmente a United Artists é uma subsidiária da MGM, trinta anos depois da fusão dos dois velhos gigantes de Hollywood.


Com tanta coisa que eu sei e adoro sobre este estúdio, o que é que eu posso fazer como artista de vários ofícios?


Que tal uma recriação do logótipo com 100% de conteúdo visual original?
 


Tudo começou numa noite de Novembro quando, depois de um jantar de amigos, decidi recriar o ícone UA no Blender, ferramenta de modelação 3D que tenho estado a aprender desde 2012; o resultado foi de tal maneira satisfatório que quis fazer um modelo próprio para o Source Filmmaker e recriar o filme original nele. Infelizmente, compilar modelos para tal ferramenta nunca foi o meu forte, e por causa disso o documento caiu no esquecimento durante meses. No passado mês de Junho, enquanto trabalhava em um dos vários projectos para o mod Pirates, Vikings and Knights II, redescobri a existência do ficheiro original e achei ser o mais indicado fazer o vídeo da United Artists no Blender. Não só a ferramenta era funcional num computador mais fraco do que o meu portátil que foi em vão, como também é possível gravar vídeos com pouca ou nenhuma dificuldade, apesar do tempo de espera destes serem grandes quanto maior for a resolução do vídeo.


Recriar um logótipo tão simples como o da United Artists é muito mais complicado do que parece, com a planificação do movimento da câmara, das luzes e dos planos, e um desses atributos acaba por fazer alguma porcaria quando o vídeo está pronto a ser guardado. Um desafio que foi fácil resolvê-lo foi a textura do ícone; como este tem um tom azul pálido, achei melhor utilizar os materiais do Blender do que criar uma textura de raiz. Pode não parecer tão metálico como no vídeo original mas eu gosto como ficou.


Rascunho do produto final


O ficheiro Blender consiste num cubo (fundo), dois planos (fade-in e fade-out), quatro focos de luz e um modelo para o ícone e outro para as letras; o vídeo foi guardado em formato .avi com uma resolução de 1920 por 1080 píxeis e com 30 fotogramas por segundo. O tempo de espera: cerca de quatro horas.


Depois de algumas tentativas, consegui ter uma cópia do vídeo pronto para a prós-produção. O vídeo feito no Blender foi então colocado no Adobe Premiere Pro com o objectivo de ser sincronizado com o som original, juntamente com alguns extras no caso do fade-in. O vídeo foi então guardado em formato .avi com o codec da Cinepak, com resolução 1920x1080, e 24 fotogramas por segundo, desta vez com o objectivo de manter o número de imagens por segundo num filme transmitido no grande ecrã. 
 

 


O vídeo era para ser visto com uma versão minha da música do compositor Joe Harnell, mas decidi não fazê-la pois ainda não tenho a capacidade de fazer uma composição orquestral decente em ferramentas de produção de música como o FL Studio ou o LMMS.

Pronto. Cerca de uma semana de trabalho árduo aqui tenho algo acabado para variar. Aliás, estou tão satisfeito com o resultado final que até publico-o no Blogger para aqueles que não têm acesso ao YouTube no trabalho. Haverá mais alguma coisa que eu possa fazer em relação a este trabalho?
Já sei. Fundos de ambiente de trabalho para toda a gente!

1920x1080

3840x2160




Versões fullscreen serão publicadas em breve.



domingo, 5 de julho de 2015

O Triunfo das Plantas

Eu tenho muita sorte em ter os meus pais a darem-me um desafio relacionado com os seus trabalhos. Nem sempre foi assim, pois em 2012 o meu pai ofereceu-me a oportunidade de criar as capas das novas edições dos livros do escritor Ferreira de Castro da Cavalo de Ferro e eu estupidamente mostrei pouco entusiasmo em relação a esse projecto. Felizmente aprendi a lição e desde então tenho estado a aproveitar as propostas dos meus pais.
Esta foi a minha contribuição para uma exposição instalada no Museu de História Natural de Sintra entre Fevereiro a Maio e mais tarde na Sintra Viva na primeira semana de Junho em Queluz. A exposição falava sobre a evolução das plantas, com um ambiente luxuoso, repleto de plantas, um tanque com peixes e um vídeo a dar no fundo, da minha autoria.
O vídeo utiliza um excerto do primeiro acto da Sagração da Primavera de Igor Stravinski (domínio público), seguido de uma colectânea de efeitos sonoros retirados do jogo de computador ParaWorld (não tão domínio público pois as empresas que desenvolveram e publicaram o jogo faliram há oito anos atrás). As imagens vêm do Smithosian, também livre de uso. Como este foi o meu primeiro vídeo a utilizar o Adobe Premiere, programa que recebi de graça com a partilha de códigos de produtos da Adobe da série Creative Suite 2 em 2013, a edição é muito rudimentar mas foi apreciada pelo público. O vídeo não foi exposto no Sintra Viva.


O outro trabalho que eu fiz foram desenhos de uma sequóia e de um tronco em três fases de fossilização. Desenhei-os e pintei-os em papel e depois de digitalizados editei-os de forma a terem um aspecto mais apelativo depois de impresso. 
A sequóia é, bem, uma árvore animada, com olhos, nariz e boca; acrescentei uma folha a fazer de verruga no nariz dela e não há muito mais a dizer. As pinceladas fortes deram um resultado semelhante à textura de um tronco durante o processo de edição no Photoshop, e isso deixou-me satisfeito. As quatro versões do tronco correspondem às fases de fossilização deste, com a cor mais viva a representar um tronco ainda vivo e a escala de cinzentos a representar o tronco fossilizado, de forma a ensinar às crianças como é que uma planta passa a tornar-se numa gravura na pedra.

Os desenhos originais
 


Os Desenhos Editados






As respostas às minhas contribuições na exposição vieram de trabalhadores da Câmara de Sintra e de amigos da minha mãe e foram positivas, e graças a essas respostas estou neste momento à espera das instruções de uma nova exposição no Museu de História Natural de Sintra.

sábado, 20 de junho de 2015

Bem, precisava de fazer isto

Como é de esperar eu sou muito lento a publicar actualizações neste blog pois o trabalho aqui na vida real é demasiado para eu poder concentrar-me no blog durante um punhado de minutos. No entanto achei necessário fazer umas actualizações em relação ao divulgar o meu trabalho. Alguém ainda se lembra da minha tentativa em levar O Culto dos Monstros para o Tumblr? Não? Bem, durou apenas três meses até ter desistido daquilo; eu não sou muito bom a dedicar-me a redes sociais.
E foi por causa disso que decidi renovar a minha página do Facebook. Infelizmente o site não me deixa alterar o URL por motivos que só o nosso querido Zuckerberg consegue explicar, no entanto decidi torná-lo mais acessível a pessoas, juntamente com uma nova imagem: um logotipo próprio, apesar deste ser muito simples, juntamente com uma imagem de capa, a mesma que é vista aqui n'O Culto dos Monstros. Isto tudo para eu poder utilizar o blog com mais frequência. Como assim? Bem, digamos que pequenos pormenores relacionados a um projecto são partilhados na minha página (a do artista, não a pessoal) e mais tarde esses pormenores são todos reunidos um post aqui neste blog. Prático, não?
Por agora aquilo que eu posso dizer é o facto de neste momento estar ocupado com a equipa do Pirates, Vikings and Knights II e com a banda Layover, que vão estar presentes no NOS Alive, em Julho.
Eventualmente esta nova imagem será introduzida na próxima versão da minha página da Wix, que está neste momento em fase de planeamento.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Murar o Medo: Exposição de Arte das Conferências do Estoril 2015

Oh sim, estou de volta, e isso quer dizer que tenho novidades e das grandes. Hoje (ou ontem, dependendo do fuso horário) dia 19 de Maio foi inaugurada as Conferências do Estoril 2015 e com ela a exposição Murar o Medo. Porque é que isto é importante? A resposta é simples: eu sou um dos artistas em destaque.
A inscrição começou em Janeiro mas só em Março é que o trabalho começou. Tive apenas duas sessões com Paulo Brighenti, artista plástico e membro da Cidadela Art District, um grupo de artistas com workshops localizados na Cidadela, em Cascais, entre eles artistas como Joana Arez e Paulo Arraiano, que também fizeram parte da expoisção. Para o tema do trabalho, baseado no discurso do escritor Mia Couto para uma edição passada das Conferências do Estoril, Paulo Brighenti quis ver o resultado final como algo que eu e o resto do meu grupo não fossemos capazes de "controlar os nossos medos"; recorremos ao desenho cego e utilizámos espelhos sujos com tinta acrílico e o reflexo das nossas caras como referências. Os materiais de pintura eram precários, como ramos e folhas, que contribuíam na ideia de não conseguir ter controlo total da composição. Cerca de metade dos trabalhos de cada membro do grupo foram concebidos com tinta-da-china e a outra metade com carvão, e houve até mistura de materiais. Vale a pena mencionar o uso de mensagens subliminares em algumas das minhas composições. Conseguem descobri-los?
Depois de um mês de espera, os trabalhos foram montados e finalmente esta manhã o resultado final foi exposto na entrada do Centro de Congressos do Estoril, local da realização das Conferências do Estoril. Cada grupo possui uma parede para exibir os seus quadros, desenhos, fotografias e mais, aproveitando os dois lados destes. Neste artigo apenas coloco duas fotografias da parede do meu grupo e  outras mais detalhadas dos meus trabalhos, não só porque gosto de me gabar, mas também para não revelar toda a exposição na internet e para motivar os leitores de visitarem a exposição.

Começo a galeria com o lado de dentro da nossa parede.

Os nossos nomes.

As composições do lado de dentro, começando com Maquilhagem...

Violado

Monstro

..e Na Dúvida

Damos a volta e olhamos para o lado de fora da nossa parede...
 

...e nesse lado vemos Arpão...

 Embrião
 

 Imbecil

...e um dos que gostei mais de fazer, Seduzido.

 Um nono desenho com o nome de Governo não foi exposto por este ter sido um desenho mais "seguro" quando esse foi criado, criando um resultado menos extravagante e pouco apelativo ao tema da exposição.
As reacções do meu trabalho no atelier foi notável; Paulo Brighenti considerou alguns dos meus desenhos "agressivos" e "selvagens", enquanto os repórteres do site oficial da Câmara Municipal de Cascais mencionaram o meu trabalho como "o mais destacável do grupo". Para ser sincero esses elogios fizeram-me sentir um bocado mal pelos meus outros colegas, pois alguns deles ainda andam no secundário e por isso a sua cultura visual continua em desenvolvimento, e duas colegas minhas, estudantes de Gestão e Direito em Lisboa, experimentaram este tipo de projecto pela primeira vez e achei os seus trabalhos interessantes, considerando o facto de elas não serem do género do pincel e da espátula. As reacções iniciais da exposição também foram muito satisfatórias, nomeadamente o facto de uma das minhas colegas ter afirmado ser "o melhor trabalho do grupo", e de ter alguns jovens impressionados com alguns dos meus desenhos, nomeadamente o "Violado". Cheguei mesmo a explicar a algumas pessoas confusas o significado das nossas composições de forma a poder vê-los num contexto mais específico.
A exposição foi oficialmente inaugurada com o lançamento da nossa entrevista, que está agora disponível no site da Câmara de Cascais, como também no seu canal do YouTube.


Uma segunda entrevista foi feita (apesar dos repórteres desta não terem sabido da anterior) esta tarde, em um dos intervalos das Conferências. Infelizmente tenho o terrível hábito de soar monocórdico e de estar sempre com os olhos fechados à frente das câmaras.


Mas este dia não foi dedicado apenas a esta exposição, de todo. Depois da exposição Murar o Medo, tivemos o prazer de ouvir o discurso de abertura das Conferências pelo presidente da câmara Carlos Carreiras (que sem querer confunde o feito de Martinho Lutero com o de Martin Luther King Jr., apesar de ele não ter culpa pois o nome de Martinho Lutero traduz-se em inglês para Martin Luther), seguido de uma bela sessão com o antigo presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta, uma palestra sobre a educação e a forma como influencia o desemprego, outra sobre as redes sociais e o seu impacto, mais outra sobre empreendedorismo e para acabar uma homenagem a aqueles que trabalharam na Youth Summor, a Cimeira da Juventude, outro projecto das Conferências, resultado do Youth BootCamp realizado na Fundação O Século onde trabalham e criam debates sobre questões da globalização e outros problemas.
A exposição Murar o Medo e as Conferências do Estoril são acessíveis ao público até sexta-feira dia 22 de Maio. Não percam esta oportunidade para ver mais um trabalho em exposição.

Para mais informação:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Portefólio, Cunhal, Part e outras histórias

A minha página foi actualizada pela primeria vez em alguns meses pois ultimamente tenho estado mais preocupado com trabalhos variados. O único conteúdo acrescentado foram trabalhos mais recentes, incluindo o meu cartoon do Charlie Hebdo, publicado neste blog em Janeiro. Na página estão também incluidos um retrato do antigo secretário-geral do Partido Comunista Português e nome importante da Revolução dos Cravos Álvaro Cunhal, e uma caricatura do compositor estónio Arvo Part.

A página pode ser vista aqui.
E agora, os retratos

Álvaro Cunhal (com fotografias de má qualidade)


Esta tela esteve em desenvolvimento durante cerca de oito ou nove meses e foi pedido pelo meu avô, que já recebeu uma quantidade de trabalhos meus de pintura e de cerâmica que estão expostos em sua casa. Como grande admirador de Cunhal, ofereceu-me uma fotobiografia do mesmo que foi publicada pela Avante! na altura do centenário do seu nascimento, em 2013.
Os esboços iniciais foram... bem, desastrosos, pelo menos.

Felizmente consegui remover a cara do nosso presidente da República a tempo de mostrar ao meu avô. Segundo a sua opinião, as cores estavam apropriadas, como também a forma da cabeça e do resto do corpo, no entanto a cara continuava desfigurada. Os dentes foram um enorme problema pois estes tinham o problema de parecerem ou muito artificiais ou muito grotescos. Felizmente o problema foi resolvido, como podem ver nas duas figuras em baixo, as duas versões da boca de Álvaro Cunhal.
Os olhos também foram complicados por estes parecerem grandes apesar de estarem quase fechados.



Arvo Part

Com o concerto em homenagem aos Pastorinhos de Fátima que decorre no próximo dia 20 na Sé de Lisboa, resolvi criar uma caricatura do compositor estónio, que fortalece a sua barba eslava, testa grande e olhar despreocupado que são caracerísticas vistas em grande parte das suas fotografias. Infelizmente fui burro por ter utilizado uma caneta com uma ponta demasiado grossa para desenhar as sombras da cara e do colete.

Para acabar devo avisar que vou estar muito ocupado durante as próximas semanas devido ao meu trabalho para a banda Layover, como também para a banda Moda Americana e, se tudo correr bem, para as Conferências do Estoril. Com isto dito o blog poderá ser actualizado com mais frequência para mostrar progressos de vários projectos meus, caso seja possível partilhá-as, como é óbvio.