sábado, 26 de abril de 2014

Cascais Distópico

Quem conhece Cascais deve achar este conceito fora do normal e completamente absurdo, mesmo considerando o caminho que este governo e o Fundo Monetário Internacional nos está levar, mas quem disse que isto era uma previsão? Esta descrição de uma versão futurista da vila veio de um sonho lúcido que eu tive numa noite passada, no início deste mês, e achei o mais acertado fazer um artigo sobre esse preciso sonho no dia 25 de Abril, Dia da Revolução dos Cravos. Os sonhos lúcidos que eu tenho são na grande maioria edifícios vulgares com estéticas confusas e abusivas, como se um cartoonista fizesse uma versão caricata de um restaurante ou de um monumento; no caso do Cascais distópico eram mais edifícios e até ruas. Por conseguinte achei o mais acertado fazer rascunhos destes cenários para uma melhor compreensão do contexto.

Estação de Cascais

O dia começa e, tal como todas as pessoas que vão para a universidade, vêm o tempo a passar quando se arranjam e fazem as suas viagens por transportes públicos ou por outros meios; chego à estação e vejo pessoas, famílias com malas de viagem e com um aspecto neutro e todos eles mudos; fico sentado num banco à espera de um comboio e fico a olhar para o mar; apesar de já ter visto pelo menos umas duas vezes, continuava a não me aperceber que o edifício do CascaisVilla estava abandonado e degradado (eu culparia aqueles que não voltaram a reabrir o Castello Lopes). 

Reparo numa mãe e em dois filhos que estavam a conversar, não me lembro do que estavam a falar mas mantinha-me entretido, até que me apercebi que a minha mochila tinha desaparecido. Alguém roubou a mochila, por isso comecei a correr até às portas para perguntar a alguém se tinha visto a minha mochila da Targus, vermelha e cinzenta (que por incrível que pareça esse modelo é muito usada por estudantes do IPL) e com fechos estragados. Mencionei também que o meu passe de comboio e cartão Multibanco estavam guardados lá dentro (apesar de nunca fazer tal coisa) e um dos guardas reagiu, afirmando que quem não tem passe no lado das portas da estação tinha que sair de imediato, caso contrário levaria uma multa de duzentos Euros. Ao sair da linha olho para o comboio que tinha acabado de chegar e que eu viria a apanhar, só que ao contrário dos comboios que se apanham nas linhas de Cascais e de Sintra, este era um comboio de mercadorias.


Avenida Valbom

Eu saio da estação e reparo que o dia amanheceu depressa só que o céu estava nublado. Ao pé do edifício da Geração C está um pequeno grupo de pessoas da minha idade a protestarem por alguma razão pois de momento eu estava com ouvidos duros. Eu desço a Avenida Valbom e parei à frente da vitrina de uma loja, aliás, de uma casa. Num pequeno espaço via uma cama de casal com um monte incalculável de roupa amachucada e encostada na vitrina, sobre uma mesa havia uma televisão pequena e um leitor de DVD e um armário que ocupava grande parte da parede. Tal como as entradas de uma loja, a porta era de vidro estava aberta, e com as luzes de tecto ligadas podia-se dizer que alguém estava a viver nesta loja abandonada que foi transformada em casa. Eu abro a porta lentamente e pergunto: “Está aqui alguém?” De repente sai da cama um miúdo, muito novo, com uns oito ou nove anos, e grita à minha frente “Vai-te embora ò labrego, a minha mãe não está cá para fazer-te favores!”; com essa ameaça pus-me a andar.


Museu do Mar?

Por incrível que pareça quanto mais eu andava a Avenida Valbom ficava gradualmente a transformar-se no interior de um centro comercial moderno; no meio da calçada existia uma escada rolante que me levava a um andar inferior, sim, um andar de um centro comercial debaixo de terra, e deparo com um pequeno aglomerado de restaurantes prontos para abrirem as portas aos clientes; não me lembro de nenhum nome desses restaurantes excepto a Portugália; quem já visitou a Marinha de Cascais ou o Cascaishopping deve conhecer esse restaurante pois este destaca-se pela sua decoração inspirada em azulejos holandeses e os seus aquários cheios de sargos (lembro-me de também ver uma pata-roxa no da Marinha), como também os seus menus deliciosos típicos de cervejaria. A Portugália que eu encontrei era um restaurante de fast food com empregadas feias e menus com hambúrgueres com aspecto repugnante. Pus-me logo a andar.
De repente deparo-me com uma zona chamada “Museu do Mar”. Porque é que um dos museus mais famosos da vila foi parar a um centro comercial? Eu não sabia o que aconteceu com o Museu do Mar no passado mas eu fiquei completamente revoltado com o que via. O Museu do Mar não passava de uma casa de banho gigante com bonecos de plástico de animais marinhos e fotografias desses que podiam ser procuradas de imediato no Google. Mulheres idosas olhavam para essas imagens com interesse e havia uma fonte minúscula no meio do “museu”; no meio dessa fonte havia uma estátua de uma foca bebé feita de plástico. De um momento para o outro a cabeça da foca partiu-se sozinha e gradualmente a pequena fonte começou a transbordar como se tratasse de uma fuga num cano.

O sonho acaba comigo a olhar para o museu cheio de água no chão de azulejos.

De vez em quando penso neste sonho conscientemente e tenho imaginar o aspecto mais realista deste cenário. Como eu já disse antes é muito improvável tal coisa acontecer pois Cascais é um concelho rico em monumentos e cultura, diversos festivais durante o ano inteiro e um forte ponto turístico, mas fico com interesse em aprofundar tal cenário num projecto meu, num futuro distante, mas por agora festejo quarenta anos de democracia, liberdade é apenas condicional, mas Portugal continua a ser um país longe da anarquia e que assim seja nestes próximos anos, enquanto eu e os meus descendentes estiverem vivos.

sábado, 12 de abril de 2014

Axe of the Skies (Source Film Maker)

Faço um novo filme com o Source Film Maker, desta vez com os personagens maravilhosos de Pirates, Vikings and Knights II.
Pirates, Vikngs and Knights II é um jogo feito com o motor de jogo Source, ferramenta criada pela Valve Software e que com ela vários jogos tais como Half-Life 2, Portal e Team Fortress 2 foram criados. Criado em 2007 e ao longo dos anos a desenvolver novo conteúdo para manter os jogadores activos tais como mapas e novos personagens, a equipa do PVKII criou um culto à volta deste jogo, criando um universo que pode ser expandido para além do jogo. Diz-se que a maior inspiração para os criadores do jogo foi o filme Monty Python e o Santo Graal.
Fonte: ModDB

Este filme de um minuto descreve a possibilidade de o Berserker, um dos membros do clã dos vikings, recebesse um par de asas como uma dádiva dos deuses nórdicos, espalhando caos e anarquia aos seus inimigos, os piratas e os cavaleiros.
A música utilizada é de Benjamin Bartlett, mais precisamente duas músicas da série da BBC O Tempo dos Dinossauros.

Demorei cerca de dois dias a fazer este filme mas mesmo assim passei por algumas dificuldades em animar estes personagens por não terem um esqueleto facial fácil de usar como os dos personagens de Team Fortress 2, e também ainda não sou capaz de animar pessoas a andar como deve ser, e o facto de o mapa ter brilhos de várias cores é um problema que eu tenho que resolver em filmes futuros. Já agora, algumas das câmaras foram colocadas em posições muito obtusas para esconderem o aspecto real de alguns dos modelos usados.

Pois bem, apesar de ter tido dificuldades, estou satisfeito com este vídeo. Provavelmente os membros dos fóruns do PVKII irão adorá-lo pelo seu conceito e humor, e com isto podemos vir a trabalhar em filmes oficiais do jogo, feitos com o Source Film Maker.