sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Balazs: Dia 3

Mais um dia, mais uma versão.


Não actualizei muito hoje, e infelizmente o Blender foi abaixo e perdi algum progresso na modelagem. Mesmo assim melhorei a cara do huno em vários pormenores: um queixo mais curto, uma cova melhor definida, narinas com melhor aspecto e uma cana do nariz mais fina, as sobrancelhas são agora salientes, as orelhas melhor definidas, as patilhas cortadas e o cabelo foi separado do resto da cabeça para ser trabalhado independentemente numa próxima versão.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Balazs: Dia 2


Balazs é actualizado com uma cabeça melhor definida. As narinas estão agora aceitáveis, os olhos foram melhor definidos e ajustados em relação ao nariz; a cana do nariz é menos pontiaguda, a orelhas foram acrescentadas, a cabeça no geral foi ligeiramente achatada e a boca está feita, com dentes e tudo. Já para não falar do belo bigode do tipo Fu Manchu.
Amanhã: tratar do cabelo, e ao longo do tempo aperfeiçoar a cara ainda mais.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Balazs: Dia 1

Hoje decidi dar mais amor ao meu blog e à minha conta Instagram a partir de diários de personagens que invento por aí. Começo então com Balazs, o mercenário huno. O busto do personagem ainda está longe de ser feito, faltando-lhe um par de orelhas, cabelo, o interior da boca, e também melhorar o nariz, porque o que ele tem neste momento está uma porcaria. Eventualmente passo para a fase de criar texturas para a pele do busto quando este estiver 100% concluído.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Melhorar Singapura

Um mês sem pensar no videoclip fez-me bem à cabeça. O descanso foi uma recompensa tão grande que decidi trabalhar numa versão melhorada do videoclip para participar no Festival Monstra 2017, que ocorrerá em Março do próximo ano. 
Resolvi problemas técnicos que tive com a versão publicada em Setembro no YouTube oficial dos Moda Americana, especialmente na cena no céu, onde acidentalmente gravei as cenas com fundo verde, apesar de poder exportá-las com um fundo transparente. O Chroma Key do Adobe Premiere não é bom o suficiente e a cena ficou com mau aspecto. Também actualizei as animações de alguns personagens como o monstro tipo-Godzilla (que recebeu o nome de Kutsu) e novos efeitos acrescentados. Na última cena, em Singapura, removi o reflexo da cidade na água pois não conseguia criar transparência na sombra da roda gigante. Acrescentei também créditos no final do vídeo, muito breves e com um lado humorístico.
A pequena sequência com o escorpião no início foi alargada e acrescentei efeitos sonoros nessa cena. Os efeitos sonoros eram para ser o elemento chave desta nova versão do videoclip mas apenas os primeiros quinze segundos possuem efeitos sonoros pois é o momento do vídeo em que a música está mais silenciosa; sem as faixas originais da música separadas é muito difícil fazer mistura de som sem tornar tudo numa completa cacofonia.
Com estas alterações, o videoclip recebe dez segundos extras. Já tinha o meu trabalho completo entre dois a três dias antes do prazo de inscrição, mas só consegui enviá-lo no último dia pois a página estava com dificuldades em processar as inscrições, demorando mais de duas horas a enviar o formulário. Por isso enviei o videoclip e a informação do formulário para o mail do Monstra via WeTransfer. 

Deixo aqui imagens do videoclip selecionadas para a minha inscrição em alta resolução. A pixelização na imagem está presente por obrigação de aumentar as imagens para 300 ppi (pixels per inch)



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Pirates, Vikings and Knights II: Mundo Caníbal

Yep, mais um post sobre este jogo, só que este é especial! Um trailer oficial da minha autoria está disponível no canal oficial dos Pirates, Vikings and Knights II! Dêem uma vista de olhos.

O trailer mistura imagens retiradas do jogo, gravadas em Maio deste ano quando celebrámos o lançamento da actualização mais recente; também contém pequenas sequências animadas feitas com o Source Filmmaker, de forma a poder estar em harmonia com a canção Mundo Caníbal, composta pela fantástica banda de música folk de Barcelona, The Freak Fandango Orchestra. Não se trata do meu primeiro vídeo que faço para o mod, mas é de facto o meu primeiro trailer, e um dos muito poucos vídeos que não foram produzidos por Bobby Speirs, também conhecido por CrazyTalk, o líder principal do mod, que tem produzido todos os trailers oficiais do jogo desde há quase dez anos!
Para além do trailer, eu apareço no live stream, uma transmissão em directo, da versão de desenvolvimento do jogo, organizado pela equipa PVK, onde mostrámos conteúdo em desenvolvimento. Eu faço o meu primeiro aparecimento no minuto 20, com uma voz muito tímida e trapalhona.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Singapura


24 horas e 995 visualizações mais tarde, finalmente coloco no meu próprio blog o meu maior projecto este ano: Singapura. O videoclip da banda Moda Americana, um projecto formado por membros de outras bandas com portefólio como os Alice e Them Flying Monkeys, lançaram este domingo o single do seu EP de estreia, também com o mesmo nome.
O projecto começou em Março do ano passado depois do líder da banda Nuno Fernandes ter proposto a mim o desafio de criar o artwork para o álbum de estreia, seguido de uma proposta para o videoclip. O videoclip em si durou cerca de um ano a ser feito. Seis meses a desenhar adereços, quase todos pintados à mão, mais seis meses a animar tudo, mais uma semana a montar o videoclip em pós produção, foi um projecto exaustivo que valeu a pena concluir.
Devo também avisar que vale a pena ver o videoclip mais do que uma vez, não só pela música, como também pelos pequenos pormenores espalhados ao longo do vídeo, como também referências a vários elementos das artes e outros temas.

Nestes links têm acesso ao site da banda no Bandcamp e no Facebook, onde também encontram arte da minha autoria. O álbum tem lançamento marcado para dia 15 de Outubro.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Moda Americana


Depois de três meses ausentes neste blog, tenho o orgulho de voltar a escrever com o objectivo de anunciar o lançamento do meu projecto mais recente: o EP da banda Moda Americana. Formada por Nuno Fernandes e outros amigos da linha de Cascais, o grupo lança o seu primeiro EP, Singapura, cujo single principal, também chamado Singapura, terá estreia nas redes sociais este domingo às 21:00. O vídeoclip do single é uma produção de uma só pessoa (eu), responsável pela produção, animação e pós-produção do filme. A arte do álbum, com data de lançamento prevista para Outubro, é também da minha autoria.

sábado, 11 de junho de 2016

Character Design Challenge: Sereia

Mais um trabalho para o grupo do Facebook, o primeiro que faço depois de uma pausa de dois meses. Ao descobrir que o tema do mês passado foram sereias (e tritões), quis trabalhar num personagem que tenho estado a desenvolver nos últimos dois anos, e que tenciono desenvolver um projecto grande num futuro próximo. Para além de enviar o meu desenho, escrevi as origens do personagem, Nikita a amazona, e partilhei a história no grupo:

"Na Época Clássica, Nikita, a amazona, pretende vingar a morte das suas companheiras, assassinadas a sangue frio por um druida tenebroso que possui o elemento mais poderoso do cosmos: o Átomo Gigante, um item apreciado por alguns e receado por muitos. Mas Nikita não teme tal átomo. Pequena em estatura mas de temperamento explosivo, ela não desiste até ela matar o druida com as suas próprias mãos. Depois de dias, semanas, até meses, a viajar pelo continente ela encontra o esconderijo do druida e lá dentro começa uma luta até à morte. Nikita esteve grande parte da luta em vantagem, até que o Átomo Gigante entra em acção. Controlado pelo druida, o átomo suga Nikita como um buraco negro, juntamente com um dos tubarões de estimação do druida, e são os dois fundidos um com o outro, e para acabar, ela é transportada para o continente asiático, mais precisamente para os desertos da Mongólia, com as suas pernas substituídas por uma barbatana caudal. Apesar da situação, Nikita insiste em voltar para a arena e lutar novamente. Graças às amizades que ela cria ao longo da viajem, como Balazs o mercenário huno e Dr. Saburo o cientista indiano, com a sua lança e o seu escudo, e até novos truques que aprende com o seu novo corpo marinho, ela está disposta a concluir o seu objectivo, mesmo que tenha de enfrentar inimigos perigosos ao longo desta odisseia continental, quer por mar quer por terra. Não lhe chamem de sereia, porque ela não é de todo um peixe fora de água e a reacção dela não é bonita."

Provavelmente a história é bastante absurda e desnecessária, daí não ter recebido muitas reacções comparado com o meu viking possuído pela máscara de Loki (ou viking saci-pereré como diz o meu pai), mas estou disposto a aprofundar esta história e transformá-la numa série para a internet. Isto é, se alguém tiver vontade ou coragem de trabalhar comigo.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Corrigir as opiniões de um homem influente?

Em relação às opiniões do Dalai Lama sobre a crise dos refugiados, eu não discordo com aquilo que diz mas vejo algumas falhas: dizendo que a Europa quer adoptar os refugiados é exagerado pois apenas um punhado desses países estão dispostos a ajudar e uma minoria é que pretende dar abrigo aos sírios, sendo que uma boa parte desses sírios pretende voltar ao país-natal quando a guerra civil terminar. O facto de serem demasiados refugiados num espaço confinado deve-se à xenofobia descarada de muitos governos de direita, nomeadamente o da Macedónia e da Polónia, já para não falar nos egoístas cujos antepassados fugiram para os Estados Unidos na Segunda Guerra, e da indecisão do Parlamento Europeu de tomar uma decisão de forma unânime para impedir uma bomba-relógio no Mediterrâneo. Como é óbvio este bloqueio do fluxo migratório é para prevenir mais ataques nas cidades europeias principais, só que o problema é que a origem da formação de fanáticos é nas próprias cidades, e é aí onde temos que começar para desmantelar esta rede de propaganda e não com a deportação de sírios e afegãos para a Turquia, cujo governo só sabe usar armas para disparar nos seus próprios pés. Devo admitir que os próprios refugiados também devem assumir as responsabilidades por serem muito restritos na escolha dos países onde querem viver, pois nem toda a gente que vai para o Reino Unido ou para a Escandinávia recebe um emprego ou uma casa de imediato e arrisca-se a viver nas ruas das cidades mais frias da UE. Como é óbvio países como Portugal e Espanha não são ideias para começar uma vida nova nesta fase da História, mas também não somos os alvos prioritários dos fanáticos. Mesmo que eles queiram atacar-nos pelo Estreito de Gibraltar, Marrocos está no nosso lado e tem provavelmente as forças armadas mais poderosas do continente africano.
O que eu estou a dizer é óbvio e já deve ter sido afirmado por alguém noutro contexto; escrevo isto apenas para corrigir as opiniões de alguém muito influente, o que pode ser muito perigoso fazer. Mas fazer-se de inibido nem sempre é benigno.

sábado, 7 de maio de 2016

Pirates, Vikings and Knights II: Beta 3.4

O mod Pirates, Vikings and Knights II volta a lançar uma nova actualização e, pouco mais de um ano sem contribuições minhas para além do meu trabalho como membro da equipa de testes, volto a contribuir para o projecto da Octoshark Studios, não só em formato visual como também em formato áudio.
Desenvolvi uma imagem composta no Source Filmmaker, onde coloco os personagens do jogo numa competição de braço de ferro. O Bondi, o viking que está a ser desenvolvido pela equipa, faz um aparecimento especial na imagem. A imagem foi usada para promover a nova actualização nos fóruns e site oficiais e nas redes sociais.
Fiz mais imagens para promover o mod, mas não foram utilizadas.
Para além da imagem promocional, compus melodias para os Pirates, Vikings and Knights II. Não são músicas de banda sonora, mas sim amostras que indicam ao jogador alguns eventos-chave que ocorrem no jogo, tais como:
Tinha outras amostras para o Némesis, Dominação e Vingança que soavam muito melhor mas os ficheiros originais ficaram corrompidos e por isso tive que refazê-los.
Assim foram as minhas contribuições mais recentes para um dos mods do Half-Life 2 mais populares, prestes a completar dez anos de existência. Em breve será lançado um trailer no canal oficial do mod no YouTube, produzido por mim, espero eu.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Murar o Medo Revisited


A exposição que ocorreu nas Conferências do Estoril em Maio do ano passado está de volta, agora no antigo edifício da polícia na Praça 5 de Outubro, ao lado da câmara municipal de Cascais. A exposição pode ser vista até dia 27 deste mês.
Estive presente na inauguração da exposição no passado dia 17, juntamente com o meu pai, as minhas irmãs e alguns amigos. Foi muito divertido voltar a encontrar-me com Cristina Branco, pessoa da câmara que me entrevistou na fase de candidaturas para o projecto Murar o Medo, já para não falar do presidente da câmara Carlos Carreiras. Infelizmente não encontrei o pintor Paulo Brighenti na inauguração.
Com orgulho expliquei o objectivo da exposição, mais concretamente as técnicas usadas pelo grupo de Paulo Brighenti, onde eu trabalhei, no entanto mencionei pouca coisa em relação aos nomes de cada peça que eu desenhei. Falei sobre o Monstro, o auto-retrato com as cicatrizes, mas preferi não arriscar-me ao mencionar que no Arpão desenhei uma suástica como referência e que uma das composições chama-se Violado, por razões óbvias. Foi muito bom ver os desenhos ao vivo outra vez, apesar de ter reparado que uma das composições, "Seduzido", ficou com algum registo linear esbatido.
Pouco depois fiz a minha contribuição no quadro negro instalado à entrada, onde os visitantes podiam desenhar ou escrever os seus medos. A minha foi nada mais do que a minha bela cara com o aspecto mais rústico que se pode imaginar.

De seguida foi o discurso de inauguração de Carlos Carreiras, seguido de uma banda de garagem com imensos problemas técnicos. Não foi a melhor parte da inauguração mas pelo menos os canapés foram apetitosos.
Pois bem, mais uma bela exposição que vai de imediato para o meu currículo. Uma segunda vez. Em baixo mostro fotografias tiradas pela minha irmã Tereza. Algumas fotografias podem ser vistas no meu Instagram. Sem filtros!
A desenhar o meu retrato de olhos fechados.

O autor com "Monstro".

A explicar as técnicas e o significado das composições.

Ditto.

O autor com "Seduzido".

Com "Imbecil".

Com "Violado".

Com o presidente da câmara Carlos Carreiras.


sexta-feira, 18 de março de 2016

Monstra 2016: pelicanos à solta no São Jorge

Imagem: Monstra

Mais uma vez, isto é prova da minha procrastinação; em vez de escrever sobre o assunto um dia depois de ter concluído o meu trabalho, falo nele aqui no blogue no dia em que vou de férias durante uma semana.
Enfim, durante menos de um mês estive envolvido no festival Monstra deste ano. No início de Janeiro o Facebook oficial do festival lançou a notícia de estar à procura de voluntários para a edição deste ano que ocorreu entre os dias 3 e 13 de Março. No início estive indeciso na escolha dos grupos, mas no dia em que nos encontrámos no Liceu Camões em Picoas, optei pela equipa de legendagem e dos workshops. 
Mais tarde fui ao pequeno escritório da Monstra no Bairro Alto conhecer a equipa de legendagem e a sua ferramenta. O meu objectivo foi planear e organizar as legendas, já traduzidas por outra pessoa, com um programa concebido por um membro do grupo, com o nome "O Programa do Rui". Infelizmente para mim o programa é muito instável e só funciona com dois ecrãs ligados em simultâneo, pois este abre uma segunda janela para pré-visualização que requer um segundo monitor. Por causa disso não pude levar o trabalho para casa e tive que ir ao Bairro Alto uma ou duas vezes para avançar no meu trabalho. Felizmente, seis das sete curtas-metragens foram organizadas num só dia. Outro contratempo que tive foi o facto de a equipa dos workshops estarem cheios de voluntários, e por causa disso acabei por ficar na loja na parte da manhã em vários dias.
O festival começou quinta-feira, dia 3, mas nesse dia estive a concluir e a treinar a legendagem dentro do Cinema São Jorge, pois alguns portáteis e monitores do escritório foram transferidos para uma pequena salinha no rés-do-chão. Sábado, dia 5, foi o meu primeiro dia na loja. Correu bem, e consegui vender algum merchandise Infelizmente para mim, o meu primeiro cargo na loja foi o de levar para o Cinema Ideal os boletins de voto para o júri que viu a sessão da manhã nesse dia; estive meio perdido, mas consegui chegar ao Cinema Ideal a tempo. Depois do meu turno ter acabado, aproveitei o meu cargo de voluntário para ver algumas sessões no São Jorge; nesse dia foi Minúsculos: O Vale das Formigas, e foi dos filmes animados mais divertidos que eu vi nos últimos anos.
Fotografia: Monstra
Os dias de semana foram o caos; a loja partilha o mesmo balcão com a recepção e, quando não existem clientes na loja, há sempre pessoas de vários sítios a pedirem alguma coisa no outro lado do balcão, quer sejam as acreditações, a bilheteira, indicações para as salas e por aí em diante. Com isso tudo há quem ficasse sozinho durante uma hora ou duas e cometesse algumas gafes. Para mim foi um enorme alívio ficar na salinha a treinar as curtas-metragens na parte da tarde, pois este era um trabalho mais suave. Nos dias 7 e 9 à tarde fui responsável pela legendagem nas sessões da Competição Estudantes, na Sala Manoel de Oliveira. Tive a oportunidade de estar dentro da sala de projecção e, sentado na minha cadeira, parecia estar dentro de um submarino da 2ª Guerra Mundial. As duas sessões correram bem, apesar de ter tido um lapso e de ter mudado a legenda involuntariamente em uma das sessões, mas soube resolver o assunto em pouquíssimo tempo.
Quarta, dia 9, foi o dia mais esperado: a masterclass do grande Bill Plympton. Tal como as sessões de filmes, também tive acesso aos workshops e masterclasses presentes no festival, mas apenas o de Plympton me chamou a atenção. Toda a apresentação foi espectacular, com o homem a mostrar algumas das suas curtas-metragens e a falar sobre a sua carreira e sugestões para aqueles que querem trabalhar no ramo da animação, já para não falar no facto de ele ser a pessoa mais simpática do mundo. No final da sessão comprei um DVD com as curtas de Plympton que, apesar de ter sido um pouco carote, era importado e foi autografado pelo criador, juntamente com dois postais e o DVD d' A Melodia de Plympton.
Ah sim, e também falei sobre o episódio do Lupo o Carniceiro. Plympton, para além de ter elogiado a minha atenção a detalhes, explicou que em 1987 viu a curta-metragem em Annecy a tornou-se amigo do realizador, Danny Antonucci. Durante a produção d´A Melodia, Bill perguntou a Danny se podia utilizar o personagem no filme e Danny respondeu: "Fixe! Força nisso!" É um homem brilhante.


O meu último dia, 12 de Março, foi em grande. Inicialmente era para estar no meu turno da manhã e voltar para casa de seguida, mas depois optei por ficar para ver a sessão do lançamento do DVD da Monstra, e mais tarde convidaram-me para ir ao Cais do Sodré à noite para o after-party. Eu adorava ficar na festa mas não queria perder o comboio para voltar para Cascais, e também porque não me dou bem com directas. No dia seguinte esqueci-me que a minha irmã mais velha vive em Campo de Ourique e que podia dormir em casa dela naquela noite. Oops. Para além disso tirei fotografias com um rapaz disfarçado de Pelicas, a mascote do Montepio para os mais novos, e também estive a fazer stop-motion num workshop organizado por freelancers na área.

Apesar das gafes e das confusões, o Monstra foi uma experiência muito divertida; para além de Plympton, conheci outras pessoas do ramo como Ivan Maximov e Steven Woloshen, como também gente nova como Grant Kolton, que ganhou o prémio Melhor Curtíssima Internacional, já para não falar das pessoas do staff e voluntários. Espero poder voltar para o ano, mas irei concentrar-me na legendagem que é mais a minha onda.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Character Design Challenge: Viking

Ah, como o bicho da procrastinação é uma besta. Acontece que eu terminei este desenho para o último desafio do Character Design Challenge dez dias antes do fim do desafio e passei quase uma semana a tentar motivar-me em escrever algo em relação a este desenho. Por outras palavras, o desenho tem quase um mês de idade.
Enfim, estive ansioso em trabalhar neste tema especialmente devido ao meu trabalho no Pirates, Vikings and Knights II. De facto, originalmente queria fazer concept art de uma classe viking ainda em desenvolvimento mas desisti a meio porque não conseguia encontrar uma perspectiva ideal para o personagem. Optei pela segunda ideia: um viking com a máscara de Loki. Para quem já leu as bandas desenhadas d' O Máscara, ou pelo menos quem já viu o filme com Jim Carrey no papel principal, deve conhecer as origens do item que transforma qualquer um num doido varrido com poderes sobrenaturais. Sendo tal máscara perigosa nas mãos erradas, quais seriam as consequências de ser usada por um guerreiro berserker?
Apenas uma pessoa com estômago poderia imaginar tal coisa.

Ah, e já agora, a fala do berserker é a tradução em dinamarquês da famosa frase "Somebody stop me!"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Character Design Challenge: Roller Derby

Mais um mês passado, mais um trabalho para o Character Design Challenge. Este último desafio teve como tema principal os Roller Derbys, desporto apreciado por mulheres másculas. Tive esta ideia maluca de uma mulher centaura com patins em linha e capacete e, apesar de ter sido feito às três pancadas, ficou apresentável e colorida. Como bónus tentei criar um logótipo de equipa com um "A" que faz a forma de uma ferradura, com o nome da equipa "Alpha Centauri Athens" escrito à volta da grande letra. Infelizmente não desenvolvi nada para além do grande "A" desenhado no capacete e no rabo da centaura.
Oh bem, mais empenho para o próximo desafio.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Pirates, Vikings and Knights II Development Vlog: Bondi & Maps


Eis o segundo vídeo da série Development Vlogs do Pirates, Vikings and Knights II, na qual eu trato da edição. Neste vídeo mostra-se o personagem Bondi, um viking de arco e flecha De momento o personagem ainda está numa fase inicial, utilizando as falas do Cavaleiro Arqueiro com um tom mais profundo. Mostram-se também actualizações do mapa Temple e algumas imagens de Glacier, que possui um vídeo próprio, publicado na semana passada. E tal como o vídeo anterior, as imagens foram gravadas pelo líder do projecto Colonel Sanders, com música de Rejenorst.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Pirates, Vikings and Knights II Development Vlog: Glacier


Volto a fazer mais um grande trabalho para a equipa do mod Pirates, Vikings and Knights II, desta vez como produtor e editor de dois vídeos que mostram o desenvolvimento das coisas, ou um development vlog. O primeiro vídeo foi publicado hoje de manhã no canal oficial do mod no YouTube. Este vídeo em particular mostra um nível chamado Glacier, onde piratas, vikings e cavaleiros lutam uns contra os outros por baús de tesouro no meio de um clima nórdico e gelado. Eu também apareço no vídeo como vítima de chacinas e de explosões. A captura de imagem é de Colonel Sanders, líder da equipa de desenvolvimento, e a música foi composta por Rejenorst, autor de algumas músicas da banda sonora do mod, e responsável pela voz do locutor viking.
O segundo vídeo será publicado num futuro próximo na página oficial do mod e, provavelmente, estes vídeos irão tornar-se mais frequentes mais para a frente.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Roy Batty


Dá para acreditar que, algures no mundo, o andróide NEXUS-6 N6MAA10816, também conhecido por Roy Batty, acabou de nascer, no dia 8 de Janeiro de 2016. Isto é, se os eventos de Blade Runner se tornarem realidade. Quem já viu o filme de Ridley Scott, ou pelo menos a história original de Philip K. Dick, deve reconhecer a famosa imagem do cinema que eu recriei no Blender; até inclui o logotipo da TDK, tal e qual como no filme. Estive horas a fazer alterações nos efeitos de chuva e de pós-produção. Inicialmente era para fazer uma silhueta em duas dimensões de Roy Batty, com o sangue a cair da testa e os olhos a brilhar, mas a silhueta ficou muito mal misturado com o cenário. Criei um modelo em três dimensões da cabeça e dos ombros do personagem de Rutger Hauer a partir de referências fotográficas e, para ser sincero, ficou espectacular. Apesar de ter poucos polígonos, acabou por ser a melhor cara humana que construí numa ferramenta de modelagem em 3D até hoje.
A gravação do vídeo demorou cerca de meia hora, o que pode ser demasiado para uma imagem animada de cinco segundos, mas o que torna este processo demorado foi o efeito de chuva que eu criei: em vez de riscos a fazer de gotas de chuva, caem do céu pequenas esferas; acrescentei um filtro chamado "desfoque de vector", que faz com que cada uma das esferas se repete na mesma imagem em posições ligeiramente diferentes; como podem reparar em baixo, a mesma gota repete-se vinte vezes para dar o efeito de gravidade e de chuvada. Recorri a vinte amostras por imagem, dando um aspecto mais suave, e por isso demorou vinte vezes mais tempo do que sem o desfoque de vector.


Depois de gravado o vídeo, abri-o no Premiere para corrigir a cor e dar algum contraste para condizer com as cores da cena do monólogo "Lágrimas na Chuva". As texturas do boneco de Roy Batty são muito simples, no entanto ficaram muito bem na atmosfera chuvosa, graças ao brilho que eu adicionei para dar-lhe um aspecto encharcado.
Concluindo, eu gostei imenso de fazer este pequeno desafio meu. Faz-me pensar no grande legado que o filme Blade Runner nos deu em termos de composição de imagem e de atmosfera, algo que podemos agradecer ao realizador Ridley Scott.

Ele vê coisas que não nos passa pelas nossas cabeças.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Character Design Challenge: Monge Shaolin


No mês passado juntei-me a um grupo no Facebook chamado Character Design Challenge, organizado pelo website Character Design References, uma comunidade dedicada à criação e conceito de personagens. Durante cerca de um mês, os membros do grupo do Facebook trabalham e partilham o desenho de um personagem (ocasionalmente dois, dependendo do gosto do artista) baseado num tema lançado pelo administrador do grupo. O tema de Dezembro foram os monges shaolin (eu cá gostava de trabalhar o tema do Krampus, o terceiro tema mais votado para o desafio do mês) e quis tirar proveito de um tópico das regras de composição do desafio: o monge pode ter uma mascote, como por exemplo um macaco ou um dragão. Optei pela espécie de macaco menos associável aos monges: o mandril. Queria fazer uma dupla cómica que consiste no monge sério e aplicado e o mandril reguila e provocador; também criei contrastes no aspecto dos dois personagens, tais como o corpo delgado e os membros compridos do monge, e os braços redondos e corpo felpudo do mandril.
Infelizmente o desenho normal não correu bem para mim. Tive dificuldade em escolher uma composição final depois de ter desenhado três rascunhos. Um deles era para ser o escolhido, mas depois de dar uma vista de olhos pensei em redesenhar o mandril para dar outra pose, pois achei que podia interferir com uma das regras de composição: não fazer um segundo personagem como se tratasse de uma dupla mestre/aluno, o que acaba por parecer, embora sem intenção, o desenho que eu escolhi.
 Outros problemas estiveram relacionados com a forma como eu desenhei o monge; o próprio monge está bom, na minha opinião, mas o mandril é que estraga o trabalho todo, pois desenhei-o com uma projecção diferente da do monge e acaba por desequilibrar todo o desenho. O mandril por si também foi pouco trabalhado, e a versão final ficou muito diferente do design que queria dar, como é visto no rascunho em baixo.


Outros erros que cometi foram as sombras, algumas ficaram boas, outras ficaram demasiado escuras (como se o monge tivesse manchas de carvão no peito) e, mais uma vez, o mandril volta a estragar o desenho pois as sombras dele pouco se notam. O estilo de pincelada ficou bem em algumas das partes, enquanto outros sítios dei uma pincelada demasiado espessa. O registo linear até que nem ficou mal, apesar de ter usado uma ferramenta relativamente difícil de usar. Felizmente as cores ficaram muito boas, e dou graças às lojas do chinês.
Consegui publicar o desenho no último dia do ano, pois estive imensamente ocupado com o Natal e, para primeiro trabalho neste grupo, até que tive algumas reacções, o que é sempre positivo. Como era óbvio, o meu trabalho estava longe de ser um dos vencedores, mas isso deixa-me mais ansioso em começar a trabalhar no desafio deste mês.

Mais rascunhos do monge e do mandril.





terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Instagram

Eu tenho uma extrema dificuldade em manusear mais do que uma rede social ao mesmo tempo, como é o caso do Blogger; passo horas a olhar para o Facebook como um inútil, desisti do Tumblr duas vezes, hoje em dia é cada vez mais difícil motivar-me em fazer um vídeo para o YouTube e estou-me nas tintas para com o Google+, mas isso era de esperar porque ninguém o utiliza, ahahaha.
O Instagram, ao contrário de outras redes sociais, chega a ser mais apelativo por alguns motivos; sim, a interface foi feita com os telemóveis e tablets em mente e é impossível publicar algo via computador, e sim, tal como qualquer outras redes sociais, existe pouca coisa com interesse ou valor recreativo; por outro lado, não chega a ter os níveis de vício do Facebook (o que é irónico, considerando que o Facebook comprou a marca em 2012), não é um lugar cínico e repleto de criaturas ofegantes que estão sempre esfomeados por seguidores, como é o caso do YouTube e do Vine, e o melhor de tudo,  com a interface fácil de usar, posso publicar conteúdo novo sem ter que passar por erros típicos de produção de vídeo ou de imagem.
Pois bem, tenho aqui a pinha página do Instagram, que pode ser vista aqui. Não é nada de especial, por agora apenas tenho fotografias baseadas em humor de observação. Actualizo-o com conteúdo mais "sério" num futuro próximo.