domingo, 5 de julho de 2015

O Triunfo das Plantas

Eu tenho muita sorte em ter os meus pais a darem-me um desafio relacionado com os seus trabalhos. Nem sempre foi assim, pois em 2012 o meu pai ofereceu-me a oportunidade de criar as capas das novas edições dos livros do escritor Ferreira de Castro da Cavalo de Ferro e eu estupidamente mostrei pouco entusiasmo em relação a esse projecto. Felizmente aprendi a lição e desde então tenho estado a aproveitar as propostas dos meus pais.
Esta foi a minha contribuição para uma exposição instalada no Museu de História Natural de Sintra entre Fevereiro a Maio e mais tarde na Sintra Viva na primeira semana de Junho em Queluz. A exposição falava sobre a evolução das plantas, com um ambiente luxuoso, repleto de plantas, um tanque com peixes e um vídeo a dar no fundo, da minha autoria.
O vídeo utiliza um excerto do primeiro acto da Sagração da Primavera de Igor Stravinski (domínio público), seguido de uma colectânea de efeitos sonoros retirados do jogo de computador ParaWorld (não tão domínio público pois as empresas que desenvolveram e publicaram o jogo faliram há oito anos atrás). As imagens vêm do Smithosian, também livre de uso. Como este foi o meu primeiro vídeo a utilizar o Adobe Premiere, programa que recebi de graça com a partilha de códigos de produtos da Adobe da série Creative Suite 2 em 2013, a edição é muito rudimentar mas foi apreciada pelo público. O vídeo não foi exposto no Sintra Viva.


O outro trabalho que eu fiz foram desenhos de uma sequóia e de um tronco em três fases de fossilização. Desenhei-os e pintei-os em papel e depois de digitalizados editei-os de forma a terem um aspecto mais apelativo depois de impresso. 
A sequóia é, bem, uma árvore animada, com olhos, nariz e boca; acrescentei uma folha a fazer de verruga no nariz dela e não há muito mais a dizer. As pinceladas fortes deram um resultado semelhante à textura de um tronco durante o processo de edição no Photoshop, e isso deixou-me satisfeito. As quatro versões do tronco correspondem às fases de fossilização deste, com a cor mais viva a representar um tronco ainda vivo e a escala de cinzentos a representar o tronco fossilizado, de forma a ensinar às crianças como é que uma planta passa a tornar-se numa gravura na pedra.

Os desenhos originais
 


Os Desenhos Editados






As respostas às minhas contribuições na exposição vieram de trabalhadores da Câmara de Sintra e de amigos da minha mãe e foram positivas, e graças a essas respostas estou neste momento à espera das instruções de uma nova exposição no Museu de História Natural de Sintra.

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