quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Filmes Perdidos #10 - Londres Depois da Meia-Noite (1927)

Lon Chaney and Marceline Day in London After Midnight (1927)



Feliz Halloween! E chegamos ao final desta rubrica com provavelmente o filme perdido mais procurado de todos: Londres Depois da Meia-Noite, um filme mudo do realizador Tod Browning, com Lon Chaney no papel principal. 
O filme é um de mistério com elementos de terror, que fala sobre a morte de um aristocrata. De início pensa-se que se tratou de suicídio, mas tudo muda quando O Homem da Cartola (Chaney) chega à cidade, aterrorizando as pessoas e desafiando a Scotland Yard, provando que o aristocrata que morreu anos antes foi assassinado. O monstro criado por Lon Chaney tornou-se num ícone de terror, deixando influência no cinema moderno, como por exemplo, a sua aparência serviu de inspiração para a criação do Senhor Babadook, no filme do mesmo nome, de 2014. 

 

Chaney é famoso pela sua representação em dois filmes da Universal: Nossa Senhora de Paris (1923), onde faz o papel de Quasimodo, e em O Fantasma da Ópera (1925), onde desempenhou o papel do próprio fantasma. Não só actuava, como também fazia a sua própria maquilhagem, concebendo para o personagem de Londres Depois da Meia-Noite os dentes postiços afiados, as olheiras e as asas de morcego que se revelam quando ele levanta os braços. Considero-o o primeiro actor do Método em Hollywood, sendo O Método baseado no Sistema de Stanislavski.
Infelizmente estes dois filmes de Lon Chaney para a Universal são dos poucos que sobrevivem, pois grande parte dos filmes do actor, tal como os de Theda Bara, perderam-se. Uns com o tempo, outros com acidentes, ou então, num incêndio, como o que aconteceu nos arquivos dos estúdios da MGM em 1965. Apesar de 68% dos filmes dos arquivos terem sobrevivido, o fogo destruiu as únicas cópias existentes de Londres Depois da Meia-Noite e de outros filmes.
Tod Browning realizou um remake em 1935 com o título A Marca do Vampiro, com Bela Lugosi a desempenhar o papel de Lon Chaney. Browning e Lugosi trabalharam juntos em 1931 com o clássico da Universal, Drácula, no entanto Lon Chaney foi a escolha inicial para o vampiro da Transilvânia, só que um ano antes da estreia do filme, Chaney morreu vítima de cancro.
Apesar da perda do filme, imensos elementos sobrevivem, tais como o guião do filme e mais de 200 fotografias de produção. Em 2002, a Turner Classic Movies criou uma reconstrução do filme com base no guião e das fotografias que sobreviveram, tendo uma duração de 45 minutos, enquanto o filme original durava pouco mais de uma hora. Em 2014, o único cartaz contemporâneo do filme que se conhece foi comprado no Texas por 478 mil Dólares, tornando-se no cartaz de cinema mais caro alguma vez leiloado.
A procura por este filme é prioridade para todas as pessoas envolvidas no Lost Media, o conteúdo audiovisual perdido no tempo, e o dia em que este filme é descoberto, vai ser um dia para celebrar, quer para os fãs de terror, quer para os fãs de cinema em geral.

Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/1965_MGM_vault_fire
https://en.wikipedia.org/wiki/London_After_Midnight_(film)
https://www.youtube.com/watch?v=BZjXufWFWyM
https://www.youtube.com/watch?v=_QtPxbM6-Uw

Lon Chaney and Polly Moran in London After Midnight (1927) 
 
File:Lon Chaney With Makeup Kit.jpg
Lon Chaney

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #9 - A Trilogia "O Golem" (1915, 1917, 1920)

O dia de ontem foi bastante atarefado para mim, por isso escrevo as duas últimas entradas desta rubrica no mesmo dia.

Vindo de uma Alemanha no meio da Grande Guerra, a trilogia O Golem é única por ter um golem como protagonista, uma criatura do folclore judaico feito de barro que é controlado pelo seu criador; enquanto este não atinge o reconhecimento de outras criaturas típicas de filmes de terror como vampiros e lobisomens, o golem está entre os monstros dos filmes de terror mais antigos do cinema. 
Os três filmes foram realizados por Paul Wegener, considerado um dos cineastas essenciais do Expressionismo Alemão, como Fritz Lang e de F. W. Murnau. Durante a produção do seu filme de estreia, O Estudante de Praga, Wegener descobriu contos tradicionais judeus sobre a criatura, e com essa descoberta resolveu trabalhar no seu próximo projecto: O Golem, de 1915. Para além de realizar o filme, Wegener desempenhou o papel do monstro, concebido como algo alto, rijo, com um ar que intimida qualquer um. Qualquer ataque com uma arma branca era inútil pois sendo feito de barro ele era virtualmente indestrutível. Segundo descrições do filme, o dono de um antiquário descobre o golem, que ganha vida ao usar um pendente ofertado por um rabino. O dono do antiquário decide tornar a criatura o seu servo, mas este fica apaixonado pela sua mulher. Ao ser rejeitado, o golem manifesta a sua fúria, o que o leva a atacar as pessoas da aldeia. Apenas fragmentos deste filme sobrevivem até aos dias de hoje.
A sequela, O Golem e a Dançarina, de 1917, é um filme totalmente perdido, no entanto há rumores sobre uma cópia do filme existir num arquivo na Europa de leste. Pouco se sabe sobre este filme, mas diz-se que se tratava de uma paródia, enquanto o primeiro filme estava mais direccionado ao terror. Não se sabe ao certo quem desempenhou o papel do golem. Enquanto o IMDb afirma que Wegener voltou a desempenhar o personagem, o website Silentera.com diz que foi Rochus Gliese quem fez de golem neste filme.
O Último filme da trilogia, O Golem (título oficial em português, no entanto no original traduz-se para O Golem: Como Chegou ao Nosso Mundo), de 1920, é uma prequela que conta a história da origem do monstro na Idade Média, criado pelo rabino Judá Loew ben Betzalel para defender os judeus do imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Wegener volta a desempenhar o papel do monstro; depois de se sentir insatisfeito com o resultado final do primeiro filme, Wegener decidiu criar um novo filme com uma produção maior, pedindo ao arquitecto Hans Poelzig para construir uma versão estilizada do bairro judeu de Praga para o filme.
Ao contrário dos dois primeiros filmes, O Golem de 1920 sobrevive, completo, e no domínio público, por isso qualquer um pode ver o filme online, considerado por críticos como uma obra-prima do Expressionismo Alemão, ao nível de clássicos como Nosferatu e O Gabinete do Dr. Caligari.

Fontes: http://www.silentera.com/PSFL/data/G/GolemUndDieTanzerin1917.html
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Golem_and_the_Dancing_Girl
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Golem:_How_He_Came_into_the_World
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Golem_(1915_film)
https://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Wegener


O Golem (1915)

Der Golem (1915)



O Golem e a Dançarina (1917)

Der Golem und die Tänzerin (1917)



O Golem (1920)

Der Golem, wie er in die Welt kam (1920)

Paul Wegener in Der Golem, wie er in die Welt kam (1920)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #8 - O Líder do Esquadrão X (1943)

Domingo é dia santo, daí não ter havido uma entrada nesta rubrica.

O Líder do Esquadrão X, traduzido do original, é um drama de espionagem passado na Segunda Guerra, com Eric Portman no papel de um piloto da Luftwaffe que é perseguido pelo MI6, por membros da resistência belga, como também pelos seus próprios oficiais, depois de uma tentativa falhada de bombardear a cidade belga de Ghent. Segundo registos sobre o filme, O Líder do Esquadrão X foi um sucesso nas bilheteiras e na crítica, considerado por muitos como "um dos melhores filmes de espionagem de sempre".
Apesar do sucesso, o filme desapareceu depois de ter saído de circulação nos cinemas, e está no Top 3 da lista d' "Os 75 Mais Procurados" do British Film Institute, juntamente com A Águia da Montanha, um dos primeiros filmes de Alfred Hitchcock, de 1926, e "Two Crowded Hours", de 1931, realizado por Michael Powell. considerado um dos cineastas britânicos mais importantes do Século XX.

Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/Squadron_Leader_X


domingo, 28 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #7 - Os Primeiros Homens na Lua (1919)



Esta foi uma das primeiras adaptações de uma obra de H.G. Wells para o grande ecrã. Enquanto o filme Viagem à Lua de Georges Meliès baseia-se em alguns elementos do livro de H.G. Wells, Os Primeiros Homens na Lua foi a primeira adaptação do livro para o cinema. Muito pouca informação sobre o filme existe, e está na lista dos "75 Mais Procurados" do British Film Institute.
Mais duas adaptações da história foram feitas: uma em 1964 pela Columbia Pictures, com efeitos especiais de Ray Harryhausen, e a segunda adaptação, desta vez para televisão, em 2010, produzida pela BBC.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/50/The_First_Men_in_the_Moon_%281919%29.jpg

sábado, 27 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #6 - Anna Karenina (1915)

Esta foi a primeira adaptação americana da obra de Leon Tolstoi, um dos primeiros filmes da Fox Film Corporation, produzido pelo fundador do estúdio, William Fox. Tal como Cleópatra com Theda Bara, esta versão de Anna Karenina perdeu-se devido ao incêndio no arquivo dos estúdios da Fox em 1937 e até à data, nenhuma cópia do filme apareceu. Pouco se sabe sobre o filme, apenas se conhece o elenco e o facto de várias cenas terem sido gravadas numa estância de esqui em Montreal, no Canadá, um feito raro numa altura em que grande parte dos filmes de Hollywood eram gravados dentro dos próprios estúdios.

Anna Karenina1915scene newspaper.jpg

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #5 - Batman Contra Drácula (1967)

Ora aqui está um filme fora do normal, para variar. Desta vez vamos visitar as Filipinas por uns instantes para falar sobre Batman Contra Drácula, uma paródia que utilizou o super-herói sem autorização da DC Comics, numa altura em que o Cavaleiro das Trevas estava numa fase camp, graças à série de televisão popular com Adam West no papel principal. Infelizmente nada se sabe sobre este filme par além de dois cartazes e o elenco, que possivelmente devem ter cópias do filme guardadas para um dia serem divulgadas online.

Curiosamente existe um outro filme, chamado Batman Drácula, realizado por Andy Warhol em 1964, exibido em exposições de arte. Tal como Batman Contra Drácula, o filme de Warhol usou o personagem sem permissão da DC Comics. Por muitos anos o filme julgava-se perdido, até que em 2006 vários clips do filme foram descobertos e utilizados para o filme Jack Smith and the Destruction of Atlantis, um documentário sobre a vida do artista underground Jack Smith, que desempenhou o papel de Batman Drácula no filme do mesmo nome. Sim, o personagem chamava-se Batman Drácula, tudo junto!

Também curioso é o facto de estes dois filmes terem sido produzidos vários anos antes de a DC publicar uma história com o Batman a confrontar o Conde Drácula, com a trilogia Batman & Drácula, cujos volumes foram publicados entre 1991 e 1998. Fartos de Batman e de Drácula? E que tal mais um filme do Batman contra o Drácula, desta vez oficial?


Batman Fights Dracula (1967) 
Batman Fights Dracula (1967)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #4 - A Barreira de Fogo (1936)


            A Barreira de Fogo (The Oregon Trail) é um de vários filmes do actor John Wayne, um western onde o protagonista descobre a carta do seu pai que foi morto por um forasteiro e o personagem de Wayne procura vingar-se do assassino. O filme é relativamente curto, segundo várias fontes nem chega a ter a duração de uma hora e é apenas o típico western com John Wayne, que estreou numa altura em que o actor aparecia em cinco filmes por ano. Contudo, A Barreira de Fogo é provavelmente o único filme perdido de John Wayne, e em Outubro de 2013 fotografias do filme, guardadas por um coleccionador durante décadas, foram divulgadas na Internet. Esta descoberta despertou o interesse pela procura do filme.

Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/The_Oregon_Trail_(1936_film)
https://www.bbc.com/news/magazine-24407455



John Wayne standing between two people in The Oregon Trail
Still from The Oregon Trail
Still from The Oregon Trail
Movie still from The Oregon Trail

Filmes Perdidos #3 - King Kong no Período Edo e King Kong Japonês (1938 e 1933, respectivamente)


Com o sucesso do filme King Kong da RKO, certos estúdios quiseram logo entrar na mania dos filmes de monstros gigantes. Sem surpresa nenhuma, o Japão lançou em 1938 um filme mudo em duas partes que tira proveito do sucesso do clássico filme do primata gigante. Enquanto no filme da RKO, Kong é um gorila pré-histórico gigante, um pseudo anti-herói com um final trágico, no filme King Kong no Período Edo, Kong é um símio com uma aparência semelhante ao do abominável homem das neves, treinado pelo vilão do filme. Segundo uma revista da época, “Edo” conta a história de um certo homem importante que tem uma filha que é raptada por Kong; o pai contracta um grupo de guerreiros para procurar a filha, sendo um desses homens filho do domador do símio gigante. A revista, Kinema Junpo, é uma das duas únicas provas da existência deste filme, a outra sendo uma entrevista com o actor Fuminori Ôhashi, que desempenhou o papel de Kong, como também concebeu o fato do monstro. Anos mais tarde, Fuminori trabalhou no fato de um monstro tão famoso quanto Kong: Godzilla.

King Kong no Período Edo nunca mais voltou a ser visto pois todas as cópias do filme conhecidas foram destruídas durante a Segunda Guerra Mundial. Outro filme relacionado com King Kong também perdeu-se devido à guerra: King Kong Japonês, traduzido literalmente do original, Wasei Kingu Kongu. Este filme foi produzido pela Shochiku, o estúdio responsável pela distribuição do King Kong no Japão, e segundo as pouca informação que existe, a história era sobre dois amigos desempregados que decidem aproveitar o sucesso do filme da RKO no país nipónico e criam um número de vaudeville inspirado no filme para ganhar dinheiro; um dos amigos disfarça-se de Kong e brinca com bonecas e aviões de brincar a imitar a icónica cena do Empire State Building. King Kong Japonês estreou em Outubro de 1933, seis meses depois da estreia do filme da RKO nos Estados Unidos e um mês depois da estreia do mesmo no Japão.


Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/King_Kong_Appears_in_Edo

https://en.wikipedia.org/wiki/Wasei_Kingu_Kongu

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d1/Kkedo.jpg
Waseikingkong.jpg

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #2 - Cleópatra (1917)

         Antes do épico de 1963 com Elizabeth Taylor no papel principal, e antes do filme de 1934 realizado por Cecil B. DeMille, a actriz Theda Bara, uma das primeiras femme fatale do grande ecrã e uma das actrizes mais populares de Hollywood durante o cinema mudo, assumiu o papel da rainha do Egipto em 1917 para a Fox Film Corporation, o estúdio que viria a formar a actual 20th Century Fox em 1935. Apesar de não ser o primeiro filme baseado na personagem (antes deste filme houve uma outra longa-metragem que estreou em 1912 e uma curta metragem de George Meliès que também é um filme perdido), Cleópatra com Theda Bara é um filme simbólico pois foi uma das vítimas do desastroso incêndio nos arquivos dos Estúdios da Fox, a 9 de Julho de 1937. A grande maioria dos filmes do cinema mudo da antiga Fox Film Corporation desapareceu, incluindo quase todos os filmes com a actriz Theda Bara. No entanto, fragmentos de Cleópatra sobreviveram ao desastre e estão disponíveis online, mostrando a actriz com um guarda-roupa que causou bastante controvérsia em 1917, considerado na altura um filme bastante obsceno.

A perda dos filmes no incêndio dos estúdios da Fox deu origem ao incentivo à preservação do cinema, Theda Bara retirou-se do grande ecrã em 1926, antes do filme sonoro ter entrado em cena, e apesar da perda de grande parte do seu trabalho, a actriz deixa um legado no conceito da preservação do cinema, tornando-se num símbolo do cinema perdido, juntamente com Lon Chaney, nome que será mencionado num futuro post.


Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/Cleopatra_(1917_film)

Cleopatra1917.jpg




domingo, 21 de outubro de 2018

Filmes Perdidos #1 - A Morte de Drácula (1921)

Com o Dia das Bruxas a chegar decidi dedicar estes últimos dez dias do mês à minha última grande obsessão: filmes perdidos. Ninguém dos dias de hoje viu estes filmes ou poucos terão memórias bastante vagas de filmes perdidos mais recentes, e esse factor do desconhecido, de uma memória quase desvanecida, é um tema de conversa ideal para esta altura do ano. 

Comecemos esta contagem decrescente com A Morte de Drácula, traduzido do original Drakula halála, um filme de terror húngaro de 1921, considerado por muitos historiadores como o primeiro filme de vampiros, tendo a sua estreia um ano antes do clássico Nosferatu. Enquanto Nosferatu é uma adaptação não autorizada do Drácula de Bram Stoker, daí os nomes dos personagens alterados de modo a evitar direitos de autor na altura, A Morte de Drácula utiliza os personagens de Bram Stoker apesar de este não ser uma adaptação do livro. O filme estreou em Viena, e segundo historiadores, A Morte de Drácula foi exibido em vários países europeus até 1923. Desde então que o filme nunca mais voltou a ser visto. Apenas o cartaz e algumas fotografias de produção sobrevivem, e são as únicas provas da existência deste filme quase centenário. 
Apesar de ser considerado o primeiro filme de vampiros, existem rumores de um filme produzido na Rússia em 1920 simplesmente chamado de Drácula, mas nada que comprove a existência desse filme existe.

Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/Dracula%27s_Death
https://lostmediawiki.com/Dracula_(lost_Russian_film;_existence_unconfirmed;_1920)
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c4/Drakula_hal%C3%A1la_-_Drakula_and_Mary_Land.jpg
 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Desertruin: Then and Now [Trailer]


Pirates, Vikings and Knights II volta à carga com o lançamento de uma nova actualização, introduzindo um novo olhar para um mapa clássico: Desertruin. Um campo de batalha localizado nas ruínas de uma civilização no Sahara, visto por muitos como um dos melhores mapas do universo PVK, tanto no jogo original, como na sequela. O desenvolvimento desta nova versão durou três anos, devido à saída e entrada de novos membros da equipa. Para celebrar o lançamento desta nova versão produzi um pequeno filme que mostra uma retrospectiva do mapa, como também a versão final (e provavelmente definitiva) do mapa. 
Devido aos limites do Source Engine, a ferramenta utilizada para criar o PVKII, tive que improvisar e colocar dentro do nível uma espécie de tapete voador para criar os planos que podem ver no vídeo. Para os "flashbacks" e os créditos, optei por uma técnica que utilizei para um outro vídeo: um ficheiro de vídeo com um efeito de pergaminho é colocado num plano 3D no Blender e é iluminado com um efeito semelhante a uma tocha.  A banda sonora é original, utilizando o pack orquestral do Project SAM para o Ableton Live. Este projecto durou três semanas a ser feito e estou bastante satisfeito com o resultado final.
Espero continuar a fazer estes vídeos pois abastecem o meu portefólio enquanto projectos grandes estão a ser desenvolvidos. E sim, tenho grandes planos para um futuro próximo.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Sketchbook Pro Timelapse #3 - Blobfish Man

Pele mole e húmida não tornam um criminoso num boneco de porcelana.

 

 Este mutante charmoso, inspirado no peixe-bolha, galardoado com o prémio de "Animal Mais Feio do Mundo" (estou a falar a sério), utiliza o ADN do mesmo animal somente pela sua aparência, pois alguém forte como ele merece um aspecto monstruoso. Braços longos para esmurrar forças policiais com força, como também atirar objectos pesados sem esforço nenhum. 
Para além do próximo vídeo desta série, vou começar a desenhar figuras mais reconhecíveis com o objectivo de atrair mais visualizações. É assim a vida.

sábado, 2 de junho de 2018

Sketchbook Pro Timelapse #2 - Aubergine

Olá, este blog ainda não morreu, não senhor.



Depois de alguns meses a considerar comprar um tablet com a intenção de desenhar e ilustrar, comprei um Asus ZenPad com um ecrã perfeito para trabalhar com o Sketchbook Pro.
Apresento-vos o Aubergine, um homem perdido nas montanhas do Círculo Polar Árctico que caça animais selvagens, não para os comer, mas para esfolar as peles deles e cobrir o seu corpo frio e roxo com pelos. Espero implementar este personagem num projecto futuro.

Facto engraçado: na altura em que comprei o ZenPad, a Autodesk anunciou que o Sketchbook Pro tornou-se numa aplicação gratuita. Recomendo vivamente este software.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sketchbook Timelapses #1 - Molesquatch

Olá, este blog ainda não morreu, por agora.

Desde que descobri a aplicação Sketchbook Pro da Autodesk, apercebi-me que foi provavelmente o melhor investimento em toda a minha vida. Por seis Euros pode-se comprar um programa de desenho tão bom, senão melhor, do que o Photoshop, preparado para utilizadores de smartphones. Pelo dobro do preço eu recomendaria o programa na mesma. Mas aquilo que fez valer a pena comprar a versão Pro da Sketchbook foi a ferramenta de lapsos de tempo (timelapses) que faz com que todo o progresso do desenho seja gravado em formato de vídeo. Eu pensei: "uau, isto é uma oportunidade de uma vida. Vou fazer disto tema principal no YouTube". Tenho um canal do YouTube desde Novembro de 2008, só que nunca foi usado para conteúdo "sério", e provavelmente nunca será, contudo tenho um segundo canal, simplesmente chamado António Alves, que serve como página de portefólio, e que agora é usado como página para a minha nova série: Sketchbook Timelapses.

Aproveitei o meu canal antigo (com subscritores) para promover esta nova série.



Eis o vídeo "descomprimido".

E aqui está a estrela do vídeo: MOLESQUATCH!
Pode parecer o resultado de uma relação ente o Bugs Bunny e o Diabo da Tasmânia que deu para o torto, mas Molesquatch (uma amálgama das palavras "mole" [toupeira] e "Sasquatch" [Pé-Grande]) é na realidade o maior roedor da Indonésia, vítima de gigantismo causado por milhões de anos de evolução a viver numa ilha pequena, e com um apetite por carne voraz pois bagas e couves já não são o estilo dele. Monstro corpulento com garras afiadas para escavar tocas e túneis gigantes, aproveitando essa habilidade para assustar e destruir os seus inimigos ao perseguí-los como se fosse um míssil balístico debaixo de terra.

Este foi um desafio divertido. Fiquem atentos ao próximo vídeo.