sábado, 11 de junho de 2016

Character Design Challenge: Sereia

Mais um trabalho para o grupo do Facebook, o primeiro que faço depois de uma pausa de dois meses. Ao descobrir que o tema do mês passado foram sereias (e tritões), quis trabalhar num personagem que tenho estado a desenvolver nos últimos dois anos, e que tenciono desenvolver um projecto grande num futuro próximo. Para além de enviar o meu desenho, escrevi as origens do personagem, Nikita a amazona, e partilhei a história no grupo:

"Na Época Clássica, Nikita, a amazona, pretende vingar a morte das suas companheiras, assassinadas a sangue frio por um druida tenebroso que possui o elemento mais poderoso do cosmos: o Átomo Gigante, um item apreciado por alguns e receado por muitos. Mas Nikita não teme tal átomo. Pequena em estatura mas de temperamento explosivo, ela não desiste até ela matar o druida com as suas próprias mãos. Depois de dias, semanas, até meses, a viajar pelo continente ela encontra o esconderijo do druida e lá dentro começa uma luta até à morte. Nikita esteve grande parte da luta em vantagem, até que o Átomo Gigante entra em acção. Controlado pelo druida, o átomo suga Nikita como um buraco negro, juntamente com um dos tubarões de estimação do druida, e são os dois fundidos um com o outro, e para acabar, ela é transportada para o continente asiático, mais precisamente para os desertos da Mongólia, com as suas pernas substituídas por uma barbatana caudal. Apesar da situação, Nikita insiste em voltar para a arena e lutar novamente. Graças às amizades que ela cria ao longo da viajem, como Balazs o mercenário huno e Dr. Saburo o cientista indiano, com a sua lança e o seu escudo, e até novos truques que aprende com o seu novo corpo marinho, ela está disposta a concluir o seu objectivo, mesmo que tenha de enfrentar inimigos perigosos ao longo desta odisseia continental, quer por mar quer por terra. Não lhe chamem de sereia, porque ela não é de todo um peixe fora de água e a reacção dela não é bonita."

Provavelmente a história é bastante absurda e desnecessária, daí não ter recebido muitas reacções comparado com o meu viking possuído pela máscara de Loki (ou viking saci-pereré como diz o meu pai), mas estou disposto a aprofundar esta história e transformá-la numa série para a internet. Isto é, se alguém tiver vontade ou coragem de trabalhar comigo.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Corrigir as opiniões de um homem influente?

Em relação às opiniões do Dalai Lama sobre a crise dos refugiados, eu não discordo com aquilo que diz mas vejo algumas falhas: dizendo que a Europa quer adoptar os refugiados é exagerado pois apenas um punhado desses países estão dispostos a ajudar e uma minoria é que pretende dar abrigo aos sírios, sendo que uma boa parte desses sírios pretende voltar ao país-natal quando a guerra civil terminar. O facto de serem demasiados refugiados num espaço confinado deve-se à xenofobia descarada de muitos governos de direita, nomeadamente o da Macedónia e da Polónia, já para não falar nos egoístas cujos antepassados fugiram para os Estados Unidos na Segunda Guerra, e da indecisão do Parlamento Europeu de tomar uma decisão de forma unânime para impedir uma bomba-relógio no Mediterrâneo. Como é óbvio este bloqueio do fluxo migratório é para prevenir mais ataques nas cidades europeias principais, só que o problema é que a origem da formação de fanáticos é nas próprias cidades, e é aí onde temos que começar para desmantelar esta rede de propaganda e não com a deportação de sírios e afegãos para a Turquia, cujo governo só sabe usar armas para disparar nos seus próprios pés. Devo admitir que os próprios refugiados também devem assumir as responsabilidades por serem muito restritos na escolha dos países onde querem viver, pois nem toda a gente que vai para o Reino Unido ou para a Escandinávia recebe um emprego ou uma casa de imediato e arrisca-se a viver nas ruas das cidades mais frias da UE. Como é óbvio países como Portugal e Espanha não são ideias para começar uma vida nova nesta fase da História, mas também não somos os alvos prioritários dos fanáticos. Mesmo que eles queiram atacar-nos pelo Estreito de Gibraltar, Marrocos está no nosso lado e tem provavelmente as forças armadas mais poderosas do continente africano.
O que eu estou a dizer é óbvio e já deve ter sido afirmado por alguém noutro contexto; escrevo isto apenas para corrigir as opiniões de alguém muito influente, o que pode ser muito perigoso fazer. Mas fazer-se de inibido nem sempre é benigno.