quinta-feira, 2 de junho de 2016

Corrigir as opiniões de um homem influente?

Em relação às opiniões do Dalai Lama sobre a crise dos refugiados, eu não discordo com aquilo que diz mas vejo algumas falhas: dizendo que a Europa quer adoptar os refugiados é exagerado pois apenas um punhado desses países estão dispostos a ajudar e uma minoria é que pretende dar abrigo aos sírios, sendo que uma boa parte desses sírios pretende voltar ao país-natal quando a guerra civil terminar. O facto de serem demasiados refugiados num espaço confinado deve-se à xenofobia descarada de muitos governos de direita, nomeadamente o da Macedónia e da Polónia, já para não falar nos egoístas cujos antepassados fugiram para os Estados Unidos na Segunda Guerra, e da indecisão do Parlamento Europeu de tomar uma decisão de forma unânime para impedir uma bomba-relógio no Mediterrâneo. Como é óbvio este bloqueio do fluxo migratório é para prevenir mais ataques nas cidades europeias principais, só que o problema é que a origem da formação de fanáticos é nas próprias cidades, e é aí onde temos que começar para desmantelar esta rede de propaganda e não com a deportação de sírios e afegãos para a Turquia, cujo governo só sabe usar armas para disparar nos seus próprios pés. Devo admitir que os próprios refugiados também devem assumir as responsabilidades por serem muito restritos na escolha dos países onde querem viver, pois nem toda a gente que vai para o Reino Unido ou para a Escandinávia recebe um emprego ou uma casa de imediato e arrisca-se a viver nas ruas das cidades mais frias da UE. Como é óbvio países como Portugal e Espanha não são ideias para começar uma vida nova nesta fase da História, mas também não somos os alvos prioritários dos fanáticos. Mesmo que eles queiram atacar-nos pelo Estreito de Gibraltar, Marrocos está no nosso lado e tem provavelmente as forças armadas mais poderosas do continente africano.
O que eu estou a dizer é óbvio e já deve ter sido afirmado por alguém noutro contexto; escrevo isto apenas para corrigir as opiniões de alguém muito influente, o que pode ser muito perigoso fazer. Mas fazer-se de inibido nem sempre é benigno.

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