No passado dia 12 deu-se na cidade de Setúbal a inauguração da exposição Percursos, organizada por professores da área das Artes Plásticas da Escola Superior de Educação de Lisboa, instalada na Casa d' Avenida. A exposição mostra um conjunto de trabalhos realizadas por alunos do segundo e terceiro ano do curso Artes Visuais e Tecnologias e abrange as áreas a pintura, a escultura, cerâmica e desenho científico. Como finalista do curso direi mesmo que esta é a minha estreia numa exposição a sério; no passado tive trabalhos meus exibidos em exposições organizadas pelo Colégio do Amor de Deus no Cascaishopping, mas esta é a primeira vez em que eu tenho um trabalho exposto num edifício próprio para exposições.
Mas qual terá sido o trabalho presente nesta exposição?
Está aqui nesta fotografia.
Não, não é esta instalação toda, mas sim uma parte dela.
Ora aqui está ela.
Este busto (que recebeu a alcunha de Cola-fita) foi um enorme sucesso na ESE devido à estabilidade da escultura considerando o seu tamanho e peso. Tal como todos os outros bustos presentes na exposição, eu tive como objectivo criar um auto-retrato a partir de barro com uma expressão que reflectisse a minha identidade, por assim dizer. Optei por um aspecto zangado, não só por, na minha opinião, ser muito mais expressivo quando estou zangado, mas também porque pouca gente conhece-me pelo meu feitio rancoroso, e eu digo-vos já que eu não sou nad agradável quando eu estou nesse estado.
Aqui em baixo podem ver fotografias da criação da escultura. Infelizmente não tenho comigo de momento as fotografias originais das vistas de frente e de perfil da minha cara, por isso ponho esta imagem editada com uma piada insípida, seguido de um vídeo servido frio.
Agora sabem as origens do nome Cola-Fita
Depois de construir o interior com jornal e fita cola castanha sobre uma estaca pus as minhas mãos no barro. As saliências no nariz e nas arcadas ajudaram-me na montagem dos mesmos.
Infelizmente não posso dizer o mesmo ao resto da cara nesta fase.
A minha professora de escultura ajudou-e a resolver os problemas que eu tinha com a cara do meu busto, nomeadamente os olhos e as pálpebras, e de seguida pus-me a trabalhar no cabelo e no resto da cara.
Com lâminas e espátulas de várias formas consegui criar uma textura impressionante no cabelo e na barba, deixando a minha escultura com um aspecto mais académico; este foi de facto a minha primeira escultura humana. Um grande milagre foi o facto de a escultura não ter-se rachado depois de concluída a modelagem e a cozedura, pois este era o maior busto das duas turmas, seguido de um de um colega meu; desconheço o peso total da escultura antes de ter sido cortada metade desta para poupar barro para as aulas de Cerâmica, mas digamos que era muito pesada, mesmo.
Muitos colegas e professores admiraram o meu trabalho nesta escultura devido ao empenho que tive em tentar sustentar esta cabeça gigantesca, como também o seu acabamento, sendo até comparada com esculturas como o Colosso de Constantino (ou será que foi o de Rodes?). No dia da exposição não pude deixar de exprimir a mesma cara para esta fotografia tirada pela minha irmã.
Apesar de tudo fiquei com pena de outro trabalho meu que ganhou popularidade entre colegas, a cabeça de pavão que trabalhei para Desenho Científico, não conseguiu ter lugar na exposição devido a limitações no espaço. Mesmo assim não deixo de recomendar em ir a Setúbal e visitar a Casa d' Avenida, onde a exposição está aberta até dia 27 deste mês.






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