Ultimamente
tenho estado incapaz de actualizar este blogue desertificado devido ao
facto de o meu portátil ter ficado com uma peça partida que
impossibilitava o carregamento deste. Ficou quase um mês sem ser
utilizado e durante o tempo que esteve arranjado tive que utilizar um
computador que sofreu há alguns anos uma pandemia de vírus informáticos e que por causa disso tinha problemas de optimização; utilizar o Illustrator era caótico, ir ao Facebook ou ao YouTube implicava muita sorte para ter a página actualizada, por algum motivo a demonstração do FL Studio 8 funcionava quase na perfeição... Enfim, foram semanas longas sem poder fazer algo para ressuscitar este blogue.
Durante o tempo que tive sem ir a certos sites religiosamente, passei algum tempo a dar uma vista de olhos a vários livros infantis que o meu pai lia quando eu era mais novo; Noé o Pelicano, Uma Tarde no Circo (horrivelmente estragado) vários livros da Rua Sésamo incluindo o clássico Sopa de Legumes, e também bandas desenhadas como o Petzi. Tenho pena só possuir dois dos vários álbuns que existem.
Durante o tempo que tive sem ir a certos sites religiosamente, passei algum tempo a dar uma vista de olhos a vários livros infantis que o meu pai lia quando eu era mais novo; Noé o Pelicano, Uma Tarde no Circo (horrivelmente estragado) vários livros da Rua Sésamo incluindo o clássico Sopa de Legumes, e também bandas desenhadas como o Petzi. Tenho pena só possuir dois dos vários álbuns que existem.
Fonte: Casterman
Com
esse tempo que tive sem utilizar os sites do costume, também aproveitei
e pus-me a ver alguns filmes, quer em casa ou no cinema; O Filme Lego
foi uma delícia de filme animado, o mais divertido que eu vi desde Up, ideal para um fã dos Legos; no Monstra vi a estreia em Portugal de The Wind Rises, o filme final do realizador japonês Hayao Myazaki,
um filme meio biográfico meio fantástico de um engenheiro de aviões que
passa por vários conflitos na sua vida para construir a máquina voadora
perfeita, boa despedida vindo do realizador.
Em casa voltei a rever o filme A Melodia de Bill Plympton,
realizador independente norte-americano notável pelos seus desenhos
caricatos com paisagens surrealistas e distorções bizarras. O filme que
estreou em 1992 é sobre um músico que anda à procura da nota ideal para
acabar "a sua obra-prima" e mostrá-la ao seu gerente que critica tudo
sobre ele. Ao longo da sua viagem até à discográfica passa por uma cidade chamada Flooby Nooby
onde tudo oferece inspiração instantânea a cada pessoa, originando
qualquer tipo de música como a paixoneta entre um hambúrguer e uma
batata frita ou um cão com um cabelo à Elvis Presley.
Uma das músicas presentes no filme chama-se O Hotel dos
Corações Despedaçados, nesta cena o protagonista visita um hotel e
conhece um paquete paranóico que fala sobre o serviço de morte que o
hotel tem, tais como bebidas ácidas, sofás mortíferos e piscinas-sepultura;
de seguida o paquete faz uma visita guiada das suítes e quartos
disponíveis, entre estes um quarto com o nome de "O Quarto do
Carniceiro", onde lá dentro um carniceiro com um cutelo a gritar para o
músico "EU MATO-TE!"
Eu não podia acreditar no que eu estava a ver. Era provavelmente a
segunda ou a terceira vez que eu vejo o filme e só recentemente descobri
quem é na realidade esse carniceiro: Lupo, o Carniceiro (Lupo the Butcher).
Lupo the Butcher é uma curta-metragem criada em 1987 pelo animador canadiano Danny Antonucci. Este filme de três minutos fala sobre um carniceiro italiano que queixa-se constantemente sobre o seu trabalho, insultando cada bocado de carne que corta com o seu cutelo; com a raiva corta o seu polegar e entra em pânico com a quantidade de sangue que jorra do seu dedo, e por algum motivo fica todo feito aos pedaços, mas mesmo feito em fatias Lupo continua a mandar palavrões para o ar até o fim do filme.
Fonte: Wikipédia
Para
quem não conhece a série, é tudo sobre este trio de adolescentes que
partilham o mesmo nome (Edward), comunicando uns com os outros a partir
das suas alcunhas; Ed
(à direita) é um rapaz burro fanático por revistas de banda desenhada
sobre o fantástico, tem fobia ao sabão mas tem bom coração e gosta de
ajudar os seus amigos, mesmo se envolve violência física; Edd ou Double D
(à esquerda) é o cérebro da equipa, um génio das várias ciências e uma
pessoa obcecada com limpezas, mas é fraco e não possui coragem o
suficiente para fazer frente a qualquer um; Eddy
(no meio) é o chefe do trio, um narcisista cleptomaníaco que deseja ser
o mais popular do bairro, inventando esquemas absurdos para ser o
centro das atenções, e também gabando-se do seu irmão mais velho que
nunca aparece na série até ao Ed, Edd n' Eddy Big Picture Show, a longa-metragem feita para televisão que concluiu a série depois de 10 anos em produção.
Bem, pelos vistos desviei o tema desta conversa um bocadinho.
Voltando ao assunto, este pequeno pormenor deixou-me morbidamente curioso porque é desconhecido se Danny Antonucci esteve envolvido no filme A Melodia pois nos créditos não aparece tal nome, e esse facto manda para o ar diversas perguntas: qual foi a intenção de Bill Plympton em utilizar o personagem? Será que Danny trabalhou de facto para o filme e não quis aparecer nos créditos? Ou será que Bill Plympton utilizou o personagem sem a autorização de Antonucci?
Uma coisa é certa, não existe nada sobre este pormenor que apareça na internet, nem no IMDb ou em sites dedicados a animação. É possível que eu tenha sido o primeiro a descobrir algo que esteve fora do alcance dos maiores peritos de animação ou até mesmo os fãs de Bill Plympton e os seus filmes, mas estou a fazer-me de convencido, alguém pode já ter feito esta descoberta e de nunca ter partilhado por parecer ser irrelevante.
Vale a pena mandar certas descobertas para o ar de vez em quando.
Bem, pelos vistos desviei o tema desta conversa um bocadinho.
Voltando ao assunto, este pequeno pormenor deixou-me morbidamente curioso porque é desconhecido se Danny Antonucci esteve envolvido no filme A Melodia pois nos créditos não aparece tal nome, e esse facto manda para o ar diversas perguntas: qual foi a intenção de Bill Plympton em utilizar o personagem? Será que Danny trabalhou de facto para o filme e não quis aparecer nos créditos? Ou será que Bill Plympton utilizou o personagem sem a autorização de Antonucci?
Uma coisa é certa, não existe nada sobre este pormenor que apareça na internet, nem no IMDb ou em sites dedicados a animação. É possível que eu tenha sido o primeiro a descobrir algo que esteve fora do alcance dos maiores peritos de animação ou até mesmo os fãs de Bill Plympton e os seus filmes, mas estou a fazer-me de convencido, alguém pode já ter feito esta descoberta e de nunca ter partilhado por parecer ser irrelevante.
Vale a pena mandar certas descobertas para o ar de vez em quando.
Fontes: Vimeo e IMDb, respectivamente




Um mistério a desvendar!...
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