quarta-feira, 25 de março de 2020

Homenagem a Uderzo e Goscinny


É com enorme tristeza que foi notícia que Albert Uderzo, co-criador de Astérix o Gaulês, e um dos grandes génios da B.D. franco-belga, faleceu no passado dia 24 aos 92 anos. Decidi de imediato em fazer uma composição que representa o quão importante Uderzo, e o seu colega René Goscinny, que nos deixou em 1977, foram e continuam a ser para milhões de pessoas, jovens e adultas, gauleses e/ou de outras terras. E achei apropriado pintar um aglomerado de nimbos que formam as faces dos criadores dos irredutíveis gauleses. Porquê um conjunto de nuvens? É simples: são eles que pegam na lupa e focam na aldeia gaulesa no início de cada história que contam.

Pormenores que foram alterados e/ou removidos:
  • para dar ênfase à simbologia da lupa, tentei desenhar um braço a pegar no objecto, mas acabei por desistir na ideia pois um braço sem dono a sair da nuvem ficava esquisito;
  • a certo ponto tentei recriar o icónico festim da aldeia gaulesa no final de todas as histórias do Astérix, vista de longe, pintando uma árvore com Assuracentourix (ou Cacofonix, como é chamado hoje em dia) amarrado nela, como também uma nuvem de fogueira maior do que as das chaminés da aldeia. Removi ambos os pormenores pois davam um aspecto cómico e ao mesmo tempo mórbido; Assuracentourix parecia ter-se enforcado e a fogueira mais parecia um incêndio de enormes proporções. Optei por usar apenas uma mancha laranja para a fogueira e tons azul-claros para o luar, dando destaque à aldeia com subtileza.

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